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Justiça manda Rio Grande do Sul adiar início das aulas por causa do calor

Desembargadora afirmou que escolas gaúchas não têm condições de garantir segurança de alunos nem professores; governo recorre da decisão

O aumento do calor deve-se à falta de chuvas regulares na parte norte da Argentina e no centro-oeste do Rio Grande do Sul | Foto: Reprodução/Inmet
Inmet publicou alerta vermelho para aumento de temperatura no Rio Grande do Sul | Foto: Reprodução/Inmet

A Justiça do Rio Grande do Sul mandou o governo do Estado adiar o início das aulas nas 2.320 escolas em razão da onda de calor que atinge a região. Originalmente, o ano letivo começaria nesta segunda-feira, 10, mas a liminar proferida pelo Tribunal de Justiça do RS, no último domingo, 9, adiou em uma semana o primeiro dia de aulas.

A desembargadora Lúcia de Fátima Cerveira atendeu a um pedido do Centro dos Professores Estaduais do Rio Grande do Sul (CPERS). O sindicato citou as previsões de calor extremo, que supostamente poderiam comprometer a segurança de alunos e funcionários.

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Na petição, o CPERS, afirma que as temperaturas podem ultrapassar 40°C, com sensação térmica de até 50°C, em várias regiões. A falta de infraestrutura nas escolas, como ventilação inadequada e bebedouros insuficientes, foi apontada pela entidade como um problema significativo.

“Retomar as aulas em meio a um evento climático extremo, com temperaturas que podem ultrapassar os 40°C e sensação térmica de 50°C em diversas regiões do Estado, além de salas de aula e demais ambientes escolares sem a estrutura necessária para enfrentar tal situação, é colocar em risco a vida de professores, funcionários e estudantes”, afirmou o CPERS.

Decisão judicial sobre calor no RS

A desembargadora Lúcia de Fátima Cerveira considerou, em sua decisão, a “evidente falta de condições nas unidades de ensino”. Ela ressaltou que muitos alunos e funcionários precisam se deslocar sob altas temperaturas, comprometendo a segurança. Embora entenda que o calendário escolar possa ser prejudicado, a desembargadora afirmou que a suspensão é necessária para garantir o bem-estar de todos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo para o forte calor no Rio Grande do Sul. Existe a possibilidade de que o recorde de temperatura de 43,8°C, registrado recentemente em Quaraí (RS), seja superado.

Estado recorre da decisão

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS) recorreu da decisão, segundo informou o governo do RS nesta segunda-feira, 10. O governo afirma que cada escola, em cada região, tem sua peculiaridade.

“As situações de infraestrutura das escolas, e até mesmo do calor, são diferentes em cada região do Rio Grande do Sul, por isso a importância do monitoramento por parte das coordenadorias regionais, que fazem uma avaliação individual da situação”, declarou a secretária de Estado da Educação, Raquel Teixeira.

Escola no RS
A Secretaria de Educação afirma que acompanha todos os alertas e orientações da Defesa Civil | Foto: Tayná Schultz/Governo do RS

Ela acrescenta que o governo está construindo um modelo de “escola resiliente, adaptável às mudanças climáticas, com adequações na infraestrutura escolar, no currículo e no reforço em ações de apoio socioemocionais”.

Em nota, o governo afirma que o Estado tem 2.320 escolas na rede estadual, onde estudam 700 mil alunos. Ainda, 42% dos estudantes encontram-se em situação de vulnerabilidade social, sendo a escola um espaço de acolhimento e segurança, onde os pais confiam no aprendizado de seus filhos enquanto trabalham.

Medidas para enfrentar o calor

A Secretaria da Educação afirma que acompanha todos os alertas e as orientações da Defesa Civil e, por meio das Coordenadorias Regionais de Educação, monitora as condições de atendimento nas escolas, tendo como prioridade a segurança de alunos e profissionais da educação.

Casos pontuais de infraestrutura nas escolas são de conhecimento da pasta e tratados um a um, com a devida importância que o tema impõe. A secretaria recomendou, também, a ampliação da hidratação, o fornecimento de alimentação leve na merenda escolar e a suspensão de aulas de educação física.

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3 comentários
  1. Teresinha Joana Dossin
    Teresinha Joana Dossin

    Nem o CPERGS e muito menos o governo estadual se importam com a educação . Aparelhar as escolas com o mínimo indispensável ao conforto de estudantes , professores e funcionários não está na pauta deles . Nunca esteve !Nem o salário digno para professores e funcionários . Além de suspender as aulas o ministério público deveria exigir a melhoria nas escolas e q sofram as penas da lei esses omissos , demagogos, oportunistas, q causam podridão na educação !

  2. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Maus uma vez a esquerda lutando para a formação de burrinhos no Brasil, que serão encantados pelo maior encantador de jumentos do mundo, e o judiciário que atualmente despresa as leis, mete o bedelho em tudo, até onde não entende nada.

  3. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    Sindicato comunista lutando para mais dias de ferias, muita praia e ficar em casa coçando o …….., vamos ver se depois vao recuperar os dias perdidos, que na verdade o indice de analfabetos cognitivos supera os paises mais miseraveis do mundo.

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