A Justiça Federal determinou a transferência do Tribunal do Júri dos acusados de matar o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips de Tabatinga para Manaus. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) acatou um recurso do Ministério Público Federal (MPF), que busca acelerar o andamento das ações penais. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o julgamento dos réus Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima, apontados como os executores dos assassinatos, será na capital amazonense.
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Segundo o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, a manutenção do processo em Tabatinga comprometeria a duração da tramitação judicial. O MPF argumenta que o deslocamento para Manaus garante a celeridade necessária para que o julgamento ocorra o mais rápido possível. As ações contra os dois réus tramitarão de forma separada para dar agilidade aos trabalhos, embora o júri ainda não possua uma data definida. O crime ocorreu em junho de 2022, no Vale do Javari.
Detalhes do crime e mandante do assassinato de Bruno e Dom
Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos a tiros, esquartejados e queimados no município de Atalaia do Norte. Os criminosos ocultaram os corpos e a embarcação das vítimas. A Polícia Federal localizou os restos mortais apenas com o auxílio de indígenas do Vale do Javari. A denúncia revela que o duplo homicídio aconteceu mediante emboscada e por motivo torpe, dificultando a defesa do indigenista e do jornalista britânico.
Em julho do ano passado, a Justiça Federal também tornou réu Rubens Dario Villar, conhecido como “Colômbia”, sob a acusação de ser o mandante do crime. A magistrada federal Cristina Lazzari Souza destacou em sua decisão que existem indícios de que os assassinatos ocorreram por causa das atividades de fiscalização de Bruno Pereira. O trabalho do indigenista contrariava os interesses comerciais de um grupo de invasores da Terra Indígena Vale do Javari, supostamente liderado e financiado por Villar.
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