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Justiça determina retorno de operadores nos trens da Linha 15-Prata do Metrô de SP

Sindicato vence disputa judicial, e companhia tem 30 dias para cumprir a decisão

Monotrilho
Na ação civil pública, o sindicato relatou que os trens trafegam a cerca de 15 metros de altura sem a presença de nenhum funcionário | Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons

A 14ª Vara do Trabalho da Zona Leste de São Paulo determinou que todos os trens da Linha 15-Prata, conhecida como o monotrilho da capital paulista, voltem a circular com operadores a bordo. O Metrô tem 30 dias para cumprir a decisão, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Desde março, as composições operam de forma autônoma, sem condutores embarcados. A medida, segundo o Metrô, foi implementada para aumentar a oferta de viagens e reduzir os intervalos. A decisão judicial, no entanto, acolheu os argumentos do Sindicato dos Metroviários, que indica riscos à segurança dos passageiros e dos próprios funcionários.

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Na ação civil pública, o sindicato relatou que os trens trafegam a cerca de 15 metros de altura sem a presença de nenhum funcionário. Segundo a entidade, essa condição força trabalhadores da manutenção a atuarem em emergências nas plataformas, caracterizando desvio de função.

Para reforçar o argumento, a categoria listou incidentes ocorridos na linha. Em março de 2023, duas colisões em um intervalo de 24 horas paralisaram a operação.

Em setembro daquele ano, um pneu se soltou durante a viagem. Já em maio de 2025, passageiros precisaram caminhar pela passarela de emergência suspensa a 15 metros do chão depois de falha em uma composição.

Juíza baseou decisão contra o Metrô também em provas de outro processo

A magistrada Andreia Cunha dos Santos Gonçalves afirmou que a ausência de operadores nos trens “gera riscos aos passageiros e aos demais empregados da reclamada”. A juíza ainda citou como base depoimentos prestados em outro processo, no qual a própria companhia reconhecia a necessidade da presença dos operadores a bordo.

Nesse sentido, a Justiça considerou que, até março de 2025, os trens circulavam com operadores capazes de verificar falhas, intervir em situações de emergência e prestar socorro imediato.

Desde então, segundo relato do representante do Metrô, esse atendimento depende da comunicação interna nos vagões — e só ocorre na estação seguinte. A companhia informou que ainda não recebeu uma notificação oficial da decisão, mas já adiantou que vai recorrer.

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“A empresa irá recorrer da determinação, uma vez que a Linha 15-prata foi projetada para operar de forma totalmente automatizada, modelo que segue rígidos protocolos de garantia da segurança dos passageiros e da operação, além de já ter permitido o aumento da oferta de viagens e redução dos intervalos de circulação entre os trens”, disse a companhia em nota ao jornal Folha de S.Paulo.

Já a presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, prometeu pressionar pela execução da decisão. “A gente vai exigir que o Metrô cumpra imediatamente a decisão judicial para o retorno dos operadores dentro dos trens”.

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1 comentário
  1. Wagner
    Wagner

    Essa justiça trabalhista no Brasil é uma vergonha. Antes de se acabar com os operadores presentes nos trens, deveria ser gerada uma PEC para ACABAR com a justiça de trabalho. Isso é uma atraso total e antro de funcionários públicos com delírios de mundo perfeito, mas no período de férias vão passear em Orlando onde CLT não existe. Vergonha!

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