O juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 19.ª Vara Criminal de São Paulo, condenou, nesta quinta-feira, 29, os assassinos do advogado Luiz Fernando Pacheco, conhecido por seu papel no Mensalão. Lucas Bras dos Santos e Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus foram condenados por latrocínio, enquanto José Lucas Domingo Alves recebeu pena por receptação.
Ao longo do processo, os réus não negaram a participação nos crimes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Lucas Bras foi sentenciado a 27 anos, dois meses e 20 dias de reclusão. Ana Paula recebeu pena de 23 anos e quatro meses, além de 11 dias de reclusão. Já José Lucas foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão pela receptação dos bens da vítima.

O crime ocorreu na madrugada de 2 de outubro, na Rua Itambé, em Higienópolis, região central da capital paulista, e teve ampla repercussão. De acordo com a investigação, Pacheco estava embriagado e sob efeito de medicamentos quando foi abordado de forma violenta por Lucas e Ana Paula, que lhe roubaram o celular, um relógio Rolex e a carteira com documentos pessoais.
Na sentença, o juiz destacou que o advogado “estava em visível estado de vulnerabilidade” e que o casal agiu em “circunstâncias altamente reprováveis”. Durante a abordagem, Pacheco sofreu uma rasteira, caiu na calçada e bateu a cabeça.
Inconsciente, ele só recebeu socorro depois de muitas horas, depois do registro de um boletim de ocorrência sobre seu desaparecimento. “Durante o entrevero físico, com chutes, puxões, socos e rasteiras, a vítima caiu e convulsionou, vindo a óbito”, registra a decisão.

Imagens de câmeras de segurança do bairro registraram toda a ação. Segundo o juiz, as gravações mostram “de forma clara e nítida” a violência empregada, o roubo dos bens e a queda da vítima.
O magistrado também ressaltou que o fato de Pacheco estar embriagado e ter ingerido medicamentos, como diazepam, nordiazepam, duloxetina e lamotrigina, conforme apontado em laudo pericial, não afasta a responsabilidade penal dos condenados. A sentença tem 26 páginas.
No processo do Mensalão, Pacheco defendeu José Genoino
Reconhecido por atuar em casos criminais de grande repercussão, Pacheco ganhou notoriedade ao defender causas de como o processo do Mensalão, no qual representou o ex-presidente do PT José Genoino.





































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