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Justiça condena acusados pela morte de advogado do Mensalão

Réus receberam penas que chegam a 27 anos de prisão por latrocínio ocorrido em Higienópolis, em São Paulo

Polícia suspeita de latrocínio em caso de advogado que atuou no Mensalão
Luiz Fernando Pacheco se destacou por defender do ex-deputado federal José Genoino (PT) em 2012, durante o escândalo do Mensalão | Foto: Reprodução/X

O juiz Gustavo Celeste Ormenese, da 19.ª Vara Criminal de São Paulo, condenou, nesta quinta-feira, 29, os assassinos do advogado Luiz Fernando Pacheco, conhecido por seu papel no Mensalão. Lucas Bras dos Santos e Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus foram condenados por latrocínio, enquanto José Lucas Domingo Alves recebeu pena por receptação.

Ao longo do processo, os réus não negaram a participação nos crimes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Lucas Bras foi sentenciado a 27 anos, dois meses e 20 dias de reclusão. Ana Paula recebeu pena de 23 anos e quatro meses, além de 11 dias de reclusão. Já José Lucas foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão pela receptação dos bens da vítima.

Justiça condena acusados pela morte de advogado do Mensalão
Assalto ao advogado Luiz Fernando Pacheco, em Higienópolis (SP), em 30 de setembro de 2025 | Foto: Reprodução/Câmeras de segurança

O crime ocorreu na madrugada de 2 de outubro, na Rua Itambé, em Higienópolis, região central da capital paulista, e teve ampla repercussão. De acordo com a investigação, Pacheco estava embriagado e sob efeito de medicamentos quando foi abordado de forma violenta por Lucas e Ana Paula, que lhe roubaram o celular, um relógio Rolex e a carteira com documentos pessoais.

Na sentença, o juiz destacou que o advogado “estava em visível estado de vulnerabilidade” e que o casal agiu em “circunstâncias altamente reprováveis”. Durante a abordagem, Pacheco sofreu uma rasteira, caiu na calçada e bateu a cabeça.

Inconsciente, ele só recebeu socorro depois de muitas horas, depois do registro de um boletim de ocorrência sobre seu desaparecimento. “Durante o entrevero físico, com chutes, puxões, socos e rasteiras, a vítima caiu e convulsionou, vindo a óbito”, registra a decisão.

José Genoino
Genoino se aposentou da Câmara em julho de 2012 por tempo de serviço | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Imagens de câmeras de segurança do bairro registraram toda a ação. Segundo o juiz, as gravações mostram “de forma clara e nítida” a violência empregada, o roubo dos bens e a queda da vítima.

O magistrado também ressaltou que o fato de Pacheco estar embriagado e ter ingerido medicamentos, como diazepam, nordiazepam, duloxetina e lamotrigina, conforme apontado em laudo pericial, não afasta a responsabilidade penal dos condenados. A sentença tem 26 páginas.

No processo do Mensalão, Pacheco defendeu José Genoino

Reconhecido por atuar em casos criminais de grande repercussão, Pacheco ganhou notoriedade ao defender causas de como o processo do Mensalão, no qual representou o ex-presidente do PT José Genoino.

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