O assassinato do procurador Sidnei Sotele, ocorrido em frente à Câmara de Cacoal (RO), resultou na condenação de cinco envolvidos. A Justiça concluiu que o crime foi encomendado e executado com planejamento meticuloso. As penas ultrapassam os 100 anos.
A execução aconteceu em plena luz do dia, quando Sidnei deixava o prédio da Câmara. Dois homens desceram de um carro branco e atiraram várias vezes contra ele. Um dos atiradores acertou Gideão Francisco, que acompanhava o procurador. Os criminosos o confundiram com um segurança. O g1 publicou as informações neste sábado, 30.
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Durante dias, os criminosos observaram a rotina do procurador. O motorista do carro, Maycon Anderson, passou repetidamente em frente à Câmara antes de autorizar o ataque. No momento escolhido, o grupo agiu de forma coordenada e fugiu imediatamente depois dos disparos.
O carro usado na execução havia sido furtado e adulterado para dificultar a identificação. Depois do crime, os envolvidos incendiaram o veículo para eliminar vestígios.
A sentença afirma que os autores esperavam receber dinheiro pela execução. O nome do mandante não foi revelado. A Justiça informou apenas que ele morreu antes do julgamento.
Réus tiveram funções diferentes na operação criminosa
A decisão do Tribunal do Júri detalha a atuação de cada condenado. Mauricio Souza Genovez organizou o plano, reuniu os executores e participou como um dos atiradores. A Corte o sentenciou a mais de 50 anos de prisão.
Maycon Anderson conduziu o carro e participou da vigilância prévia. Pegou mais de 31 anos. Wilhasmar Ventramelli cedeu abrigo aos atiradores antes da ação e recebeu quase 14 anos. Gilberto da Silva dos Santos guiou o carro de fuga e tentou despistar a investigação com falsas acusações — a pena ficou abaixo dos quatro anos.
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Gervásio Brandão adulterou o carro e cometeu lesão corporal grave. A Justiça o condenou a cinco anos em regime semiaberto. O júri absolveu duas pessoas por falta de provas. Os advogados de Wilhasmar e Gervásio consideraram as penas abaixo das expectativas do Ministério Público uma “vitória parcial”.
As defesas destacaram a retirada das qualificadoras e a ausência de condenação por homicídio em alguns casos. Ambos estudam entrar com recurso para buscar a revisão das sentenças.






































O motorista da fuga teria pego 14 anos de cadeia se tivesse um BATON no bolso ?
Com certeza. E ainda teria sido julgado pelo Esseteeffe