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Japa do PCC é liberada para passar as festas de fim de ano com a família

Polícia Civil considera que, depois da morte do marido, ela mantinha atuação em diferentes municípios do litoral e da capital paulistas

Japa PCC liberada fim de ano
Japa do PCC é viúva de um dos líderes da facção | Foto: Reprodução/Redes sociais

Investigada por atuar na engrenagem financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC, obteve autorização judicial para deixar temporariamente a cidade de São Paulo. Ela cumpre medidas cautelares, depois da prisão domiciliar, e foi liberada para deixar a capital durante o período de fim de ano.

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A decisão permite que ela passe as festas na residência da mãe, em Santos, no litoral paulista, entre os dias 20 de dezembro e 5 de janeiro.

A permissão foi concedida pela 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. Embora fora do presídio, Karen seguirá submetida a todas as medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas está o monitoramento eletrônico. Ela deverá permanecer no imóvel durante a noite, além de fins de semana e feriados.

A defesa de Karen pediu que fossem levadas em consideração questões humanitárias e familiares, principalmente em relação à convivência do filho menor com a avó durante as férias escolares e festas de fim de ano. Além disso, por ser idosa, a mãe dela não teria condições de se deslocar para visitá-la em São Paulo.

Karen é monitorada desde 8 de fevereiro de 2024, quando foi presa na zona leste da cidade de São Paulo. As apurações indicam que, depois de a morte do marido, Wagner Ferreira da Silva, conhecido como Cabelo Duro, antigo líder da facção no litoral, assassinado em 2018, ela teria assumido parte da gestão financeira do grupo criminoso.

Durante a prisão, policiais civis apreenderam mais de R$ 1 milhão em espécie e cerca de US$ 50 mil. Segundo os investigadores, os valores estariam ligados a um esquema de ocultação e dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas.

Investigação sobre o PCC

A Polícia Civil considera que Karen mantinha atuação em diferentes municípios do litoral paulista, como Santos, Cubatão e Guarujá, além da capital. Para dar aparência de legalidade ao dinheiro da facção, ela teria recorrido a estabelecimentos do setor de beleza, investimentos imobiliários e uma empresa registrada em nome do irmão. O pai da investigada também figura como suspeito de envolvimento no esquema.

Leia mais: “PCC usa rede de 60 motéis para lavar dinheiro”

A investigação teve início em junho de 2023, depois de a identificação de movimentações financeiras consideradas atípicas em Praia Grande. A análise desses dados levou os investigadores até Karen.

De acordo com o delegado Artur Dian, responsável pelo caso, o rastreamento das operações bancárias foi decisivo. “Os relatórios de informações financeiras obtidos pela Polícia Civil indicam que a suspeita movimentava milhões de reais da facção para ocultar a origem do dinheiro oriundo do tráfico de drogas”, afirmou.

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4 comentários
  1. Christian
    Christian

    As saidinhas são as maiores ABERRAÇÕES da justiça no Brasil.

  2. David S
    David S

    Viva a bandidagem, viva.
    Definitivamente, nos tornamos um prostíbulo a céu aberto….

  3. Racosta
    Racosta

    Isso é piada pronta! Escancara a bandidolatria do sistema jurídico brasileiro! E Bolsonaro segue preso, doente, com idade avançada, sem direito a nada! E nem foi julgado nas devidas instâncias! É o País da bandidagem mermo!

  4. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Enquanto isso Bolsonaro, Daniel Silveira, continuam na mesma, isso é, engaiolados.

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