O número de vítimas atendidas em decorrência do incêndio que atingiu a Zona Azul — área central das negociações climáticas — da 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) subiu para 21. A informação foi confirmada na noite desta quinta-feira, 20.
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O Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS), responsável pelo monitoramento médico da COP30, divulgou um balanço sobre os atendimentos.
Ao todo, 19 pessoas foram atendidas com casos relacionados à inalação de fumaça e outras duas por crise de ansiedade. Nenhuma pessoa sofreu queimaduras.
Ainda segundo a organização da conferência, 12 pacientes já receberam alta, enquanto os demais seguem sendo atendidos em unidades de saúde de Belém e em hospitais de referência, com quadro estável.
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“Seguimos acompanhando atentamente a condição de todas as pessoas que necessitaram de atendimento médico e permanecemos em coordenação com os serviços de saúde”, informou a organização.
As equipes municipal, estadual e federal continuam acompanhando o estado de saúde de todos os afetados.
Área atingida pelas chamas na COP30 é reaberta

A organização da COP30 informou que o local do evento foi reaberto às 20h40, depois de passar por uma avaliação completa do Corpo de Bombeiros.
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A liberação só ocorreu depois de o local ser oficialmente considerado seguro e ter o alvará de funcionamento restabelecido pelas autoridades brasileiras.
O incêndio, que começou em um estande da África no início da tarde, provocou correria, forte dispersão de fumaça e a evacuação de todo o pavilhão, interrompendo negociações, plenárias e atividades de imprensa.
“A área afetada pelo incidente ficará isolada até a conclusão da conferência”, informou a organização. “Não haverá atividades plenárias na noite de hoje. As sessões plenárias de amanhã serão abertas às partes e transmitidas on-line.”
Falhas na evacuação

Relatos de delegados, jornalistas e funcionários apontaram que o alarme de incêndio não tocou durante o episódio. A evacuação só começou quando bombeiros foram de sala em sala batendo nas portas para pedir que as pessoas deixassem o local — muitos deles sem falar inglês, o que gerou confusão entre estrangeiros.
Agentes da Organização das Nações Unidas, seguranças privados e voluntários da COP30 também teriam emitido orientações contraditórias sobre rotas de fuga.

O fogo foi controlado em aproximadamente seis minutos, mas a fumaça se espalhou rapidamente e chegou ao sistema de refrigeração, exigindo uso de exaustores e inspeção técnica antes da reabertura.
A Zona Verde, destinada a debates com sociedade civil e exposições temáticas, permaneceu aberta durante todo o dia e não foi afetada pelo incêndio.
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