Um incêndio atingiu o prédio centenário da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Palácio do Comércio, no Largo São Francisco, região central de São Paulo. O fogo começou por volta das 22h20 de quinta-feira 26 e consumiu cerca de 50 m² do 3° andar. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas em duas horas, mas precisou retornar ao local às 5h desta sexta-feira, 27, depois do surgimento de novos focos no 2° pavimento.
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A universidade e a corporação divergem sobre a natureza das ocorrências. Enquanto a administração da USP reclamou da saída dos agentes antes do controle total, os bombeiros justificaram que se tratou de episódios distintos. Segundo a corporação, o primeiro incêndio atingiu o teto, provavelmente decorrente de um curto-circuito no sistema de ar condicionado, enquanto o segundo apareceu no piso.
Patrimônio histórico preservado
Apesar dos danos no forro e no telhado do 3° andar, o Corpo de Bombeiros informou que as chamas não comprometeram a estrutura do edifício. A diretora da Faculdade de Direito da USP, Ana Elisa Bechara, destacou que o fogo não atingiu o acervo histórico da instituição. O prédio, tombado como patrimônio cultural, abriga salas de aula esporádicas, ensaios de teatro e monitorias.
Inaugurado em 1908, o Palácio do Comércio foi projetado pelo arquiteto sueco Carlos Eckman. O governo de São Paulo incorporou o imóvel à USP em 2024, depois de decreto de desapropriação assinado pelo governador Tarcísio de Freitas. Atualmente, o espaço recebe parte da biblioteca da faculdade, além de centros de estudos jurídicos e salas de pós-graduação.
Impacto nas atividades da USP
A Defesa Civil interditou o edifício parcialmente para a realização de um laudo técnico de segurança. Em nota, a USP comunicou que as aulas seguirão normalmente no prédio histórico principal e no edifício Dalmo Dallari. No momento do início do fogo, estudantes que estavam no prédio em frente acompanharam a movimentação, mas não houve registro de feridos, logo que as salas atingidas estavam vazias.
A Polícia Civil também recebeu o chamado para investigar as causas exatas do incidente. A universidade aguarda o laudo pericial para confirmar se o sistema de ar condicionado foi o ponto de origem das labaredas. A administração reiterou que equipes de segurança e manutenção permaneceram no local durante toda a madrugada para monitorar possíveis novos focos.
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