Pela primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o ranking dos sobrenomes mais populares no país. O levantamento, feito com base nos dados do Censo 2022, mostra que Silva e Santos continuam no topo da lista; repetindo uma tradição que atravessa séculos e regiões do Brasil.
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Silva é o mais comum, com mais de 34 milhões de registros, o equivalente a 17% da população. O nome vem do latim silva, que significa “floresta” ou “selva”. Segundo o IBGE, ele era usado por famílias que viviam próximas a regiões de mata ou vegetação densa.
Na segunda posição aparece Santos, presente em 21,4 milhões de registros. O nome é uma abreviação de Todos os Santos e, historicamente, foi dado a pessoas nascidas em 1º de novembro (Dia de Todos os Santos) ou adotado por convertidos ao cristianismo durante a Inquisição.
Ranking dos 30 sobrenomes mais populares
- Silva — 34.030.104
- Santos — 21.367.475
- Oliveira — 11.708.947
- Souza — 9.197.158
- Pereira — 6.888.212
- Ferreira — 6.226.228
- Lima — 6.094.630
- Alves — 5.756.825
- Rodrigues — 5.428.540
- Costa — 4.861.083
- Sousa — 4.797.390
- Gomes — 4.046.634
- Nascimento — 3.609.232
- Araújo — 3.460.940
- Ribeiro — 3.127.425
- Almeida — 3.069.183
- Jesus — 2.859.490
- Barbosa — 2.738.119
- Soares — 2.615.284
- Carvalho — 2.599.978
- Martins — 2.576.764
- Lopes — 2.337.914
- Vieira — 2.102.389
- Rocha — 2.044.495
- Dias — 2.035.387
- Gonçalves — 2.028.298
- Fernandes — 1.835.974
- Santana — 1.815.982
- Andrade — 1.707.452
- Batista — 1.703.130
Nomes próprios também foram mapeados
Além dos sobrenomes, o projeto Nomes no Brasil identificou os nomes mais usados. Entre as mulheres, Maria lidera; entre os homens, José ocupa o primeiro lugar. O estudo foi elaborado a partir das listas de moradores registradas no Censo 2022, com nome e sobrenome completos informados pelos entrevistados.
Os dados foram organizados em dois campos, “primeiro nome” e “sobrenome”, e contabilizados de forma independente, sem considerar a ordem em que foram registrados. De acordo com Rodrigo Almeida Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento do IBGE, o projeto busca ampliar o acesso a informações de interesse público. A primeira versão, lançada em 2016 com base no Censo 2010, teve grande repercussão e, agora, retorna com novos recortes e possibilidades de pesquisa.
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