A Guarda Civil Municipal de Francisco Morato, na Grande São Paulo, prendeu nesta quarta-feira, 20, um homem de 47 anos acusado de maus-tratos a animais, ameaça e poluição ambiental. Ele foi flagrado enquanto carregava gatos mortos pelas ruas, segundo vizinhos, professores e estudantes de uma escola estadual próxima.
De acordo com o boletim de ocorrência, a denúncia chegou ao gabinete do deputado estadual Rafael Saraiva (União-SP), que foi ao local acompanhado de sua equipe, de uma médica veterinária e da Guarda Municipal. A inspeção encontrou 18 animais vivos em estado crítico de saúde, além de quatro gatos mortos e restos de animais enterrados no quintal.
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“Esse caso se trata de um serial killer de gatos: esse homem não apenas matava gatos, como desfilava com eles mortos pelas ruas do bairro, chegando ao ponto de ameaçar crianças”, afirmou Saraiva, que acrescentou: “Tem cena que, mesmo presenciando, é difícil acreditar.”
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O registro policial descreve ambiente insalubre, com fezes secas, mofo, cadáveres em decomposição e forte odor, o que levou à caracterização de poluição ambiental. Ossadas foram encontradas no terreno, algumas com sinais de costura abdominal, o que sugere manipulação pós-morte.
No local, os cães estavam presos em correntes, expostos ao sol e sem água ou alimentação adequada. Em contraste, o quarto do suspeito estava limpo e organizado, o que reforçou a suspeita de descaso proposital com os animais. A médica veterinária que acompanhou a ação recolheu os animais sobreviventes e os encaminhou a um instituto de acolhimento.
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‘Serial killer de gatos’ foi preso
Durante a operação, o deputado relatou ter sido ameaçado. Segundo o boletim, o acusado teria dito que o parlamentar “iria amanhecer com formigas na boca” e que “iria matá-lo”. Outros moradores e familiares também afirmaram ter sido alvo de intimidações semelhantes.
Saraiva declarou ainda que o caso exige resposta rigorosa: “Estamos diante de um caso em que a lei fraca e a falta de fiscalização das autoridades geram um crime flagrante contra os animais, cometido reiteradamente pelo mesmo homem”, afirmou.
O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de maus-tratos a animais, ameaça e poluição ambiental. “Esse tipo de situação precisa ter uma resposta dura das autoridades, para que não volte a ocorrer”, disse o deputado.
Homem passou por audiência de custódia
Nesta quinta-feira, 21, o caso foi analisado em audiência de custódia pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em Jundiaí. A juíza responsável converteu a prisão em preventiva, substituída por internação provisória.
O fundamento foi a necessidade de avaliação médica e de tratamento em razão de indícios de comprometimento da saúde mental do indiciado, que declarou já ter sido internado no Hospital Psiquiátrico do Juquery e ser acompanhado pelo CAPS, embora não utilizasse mais medicação.
A decisão destacou que a soltura poderia agravar sua situação psiquiátrica e representar risco à comunidade local. O acusado permanecerá em cela isolada até triagem médica e posterior encaminhamento.
O inquérito policial segue em andamento na Delegacia de Francisco Morato. Foi requisitada perícia no local para avaliar as condições ambientais e coletar provas materiais, enquanto os animais resgatados permanecem sob cuidados veterinários.
Leia também: “Vigiando a polícia e soltando o bandido”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 236 da Revista Oeste









































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