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Brasil

Hacker que invadiu sistema judicial para mudar próprios processos é preso em MS

Selmo Machado da Silva era procurado desde 2021por alterar sentenças de, pelo menos, oito processos

Selmo Machado da Silva
Selmo Machado da Silva alterou sentenças de processos contra ele mesmo | Foto: Reprodução/YouTube

A Polícia Federal prendeu em Campo Grande um hacker que era procurado pela Polícia Internacional (Interpol), no domingo 17. Selmo Machado da Silva era procurado desde 2021 por invadir o sistema do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), sediado em São Paulo, para mudar sentenças de, pelo menos, oito processos.

O hacker alterou o parecer do Ministério Público Federal (MPF) para tentar influenciar a decisão do juiz e ser absolvido.

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Machado se tornou alvo da polícia depois que dois juízes federais de São Paulo notaram alterações das sentenças dadas por eles e a falsificação das suas assinaturas.

Onde o MPF sugere a condenação, o hacker escreveu: “Merecendo ser acolhida a tese defensiva”.

“Ele usou um login e um certificado digital como se fosse um servidor. Esse servidor era administrador do sistema, que conseguia fazer alterações e, a partir daí, foi obtendo credenciais e senhas de servidores e juízes do TRF”, disse o delegado da Polícia Federal Alberto Ferreira Neto em entrevista à Rede Globo.

Hacker transfere dinheiro

Logo no começo da investigação, a polícia descobriu um e-mail usado pelo hacker para invadir o sistema. Esse endereço eletrônico pertencia a Machado.

De acordo com as investigações, o hacker também tentou transferir dinheiro de contas da Justiça para contas controladas por ele através de laranjas.

Selmo Machado da Silva
Foragido desde 2021, o hacker também transferiu dinheiro de contas da Justiça para contas de laranjas | Foto: Reprodução/YouTube

Por estes crimes, ele já foi condenado a nove anos de prisão. Em maio de 2021, o hacker foi alvo da Operação Escalada Cibernética.

Desde então, ele era procurado. Sem pistas do criminoso, a Polícia Federal incluiu o nome dele na lista de difusão vermelha da Interpol.

A defesa do hacker afirmou que o processo caminha de forma totalmente ilegal pelo crime ter sido supostamente cometido em desfavor daqueles que estão julgando o caso.

Em nota, o TRF-3 disse que adotou uma série de medidas impedindo ações criminosas como essa.

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