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Gripen amplia poder de ataque da FAB com testes de armamento

Ensaios inéditos com bombas de quase 1 tonelada e sistemas guiados mostram avanço operacional do caça sueco no Brasil

Engenheiro inspeciona armamento para acoplagem no caça Gripen | Foto: Divulgação/FAB
Engenheiro inspeciona armamento para acoplagem no caça Gripen | Foto: Divulgação/FAB

O Gripen entrou em uma nova etapa de testes e reforçou a capacidade de ataque da Força Aérea Brasileira (FAB). O Brasil se tornou o primeiro país a lançar bombas Mk84 e armamentos guiados a laser com o sistema Lizard 500 a partir do caça de fabricação sueca. A operação ocorreu na região de Maxaranguape, no Rio Grande do Norte. A FAB divulgou as manobras em seu site na última sexta-feira, 6. 

Técnicos acompanharam cada etapa em tempo real. O objetivo foi principalmente validar a segurança da separação das bombas e sobretudo a estabilidade da aeronave em voo. Além disso, os militares analisaram o comportamento do avião em diferentes condições operacionais. Do mesmo modo, eles avaliaram a resposta da aeronave durante o lançamento e monitoraram possíveis interferências aerodinâmicas. 

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Gripen e o desafio das certificações

Os testes fazem parte de um processo mais amplo de certificação. Assim, a instituição pretende ampliar o uso do caça em missões de ataque ao solo. O programa também fortalece a autonomia estratégica do país. Chamada de Thor, a operação marca mais um avanço técnico para o programa. Conforme a Força, a meta principal foi aperfeiçoar as funcionalidades ar-solo do Gripen. 

O momento mais sensível ocorreu durante a separação das bombas. Nesse instante, o piloto aciona o sistema de liberação do armamento. Qualquer alteração aerodinâmica pode afetar a segurança da aeronave. Por isso, as equipes monitoram cada detalhe com precisão. Engenheiros e pilotos avaliam os dados coletados em cada voo. O processo exige cautela e treinamento específico para reduzir riscos e ampliar a confiabilidade operacional. 

Os ensaios começaram em 19 de janeiro e envolveram uma estrutura complexa. O caça utilizou um casulo de designação de alvos e equipamentos extras de monitoramento. As bombas Mk84, com cerca de 900 quilos, têm alto poder de penetração. Já o sistema Lizard 500 transforma bombas convencionais em armamentos guiados. Equipes da FAB e da fabricante sueca Saab participaram diretamente das manobras.

Leia também: “O lado sinistro do Catar”, reportagem publicada na Edição 308 da Revista Oeste

Além disso, câmeras espalhadas pelo campo de provas registraram cada lançamento. Técnicos avaliaram coordenadas de impacto e desempenho dos sistemas. O chefe de ensaios de voo da Saab, Mikael Olsson, afirmou que os resultados confirmam o avanço do projeto. Segundo ele, os dados comprovam que o caça amplia de forma significativa a capacidade de defesa e ataque do país.

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