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Brasil

Gráfico compara os custos e a velocidade do Judiciário brasileiro com os de outros países

Em média, um julgamento na primeira instância no Brasil leva mais de 1,6 mil dias

sao paulo Poder Judiciário
Poder Judiciário do Brasil é o mais caro e o mais ineficiente, mostra gráfico de comissão europeia | Foto: Divulgação/STF

Dados da Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (Cepej) mostram o que já se sabe na prática sobre o Judiciário brasileiro: é excessivamente caro e muito demorado. O Brasil tem muito mais funcionários e gasta muito mais com a Justiça do que diversos países, mas demora muito mais para entregar uma decisão.

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Essa ineficiência e onerosidade constam de levantamento feito pela Cepej com dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), do Banco Mundial e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Um gráfico com os dados sobre o Judiciário brasileiros foram publicados em 2020 pelo economista Ricardo Amorim.

Os dados mostram que o Brasil gasta mais de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) com o pagamento de magistrados e servidores. Na Alemanha, em Portugal, na Itália e no Reino Unido, esse porcentual fica entre 0,2% e 0,4% do PIB. Ou seja, o Brasil gasta de três a seis vezes mais em relação ao tamanho do PIB do que os países ricos. O número de funcionários do Judiciário aqui também é disparadamente maior do que o desses países.

+ Judiciário brasileiro custou mais de R$ 100 bilhões ao brasileiros em 2021

Entretanto, apesar do gasto exacerbado, a Justiça do Brasil vai no sentido contrário quando o assunto é velocidade. Por aqui, os processos levam em média 1,6 mil dias para ser julgados em primeira instância. No segundo país da lista, a Itália, a demora é de 564 dias, quase três vezes menos.

E em comparação com o Japão, país com a Justiça mais rápida — 107 dias para o julgamento em primeira instância —, a demora brasileira é 15 vezes maior. 

Veja o gráfico compartilhado por Ricardo Amorim em 2020:

poder judiciário
Gráfico mostra custo em comparação com o tamanho da economia, número de funcionários e demora nos julgamentos | Foto: Reprodução/Ricam

Salários do Judiciário são turbinados por penduricalhos

A maior parte dos gastos do Judiciário é com salários, gratificações e benefícios aos juízes, promotores e servidores. 

O salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que é teto para o funcionalismo, é de R$ 41,6 mil e vai subir para R$ 44 mil em 1º de fevereiro. Isso corresponde a 31 vezes o salário mínimo.

Leia também: “O Judiciário brasileiro é mais caro do mundo

Mas, além disso, magistrados e membros do Ministério Público raramente recebem o teto da categoria. Indenizações e gratificações não se submetem ao teto e, por isso, frequentemente essas categorias têm o contracheque turbinado, chegando a receber mais de R$ 100 mil em um único mês. 

Recentemente, um levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que quase metade dos 11,2 mil procuradores e promotores receberam salário acima do teto em novembro do ano passado.

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8 comentários
  1. Vladi Olga Consigliere de Matta
    Vladi Olga Consigliere de Matta

    É um absurdo essa casta receber essa fortuna frente aos resultados apresentados. Porquê não pagam imposto de renda nos penduricalhos e Porquê esses benefícios adicionais não contam no teto como aço tece com os demais funcionários públicos e privados? Não é à toa que se acham acima da lei. Eles são fora da lei!!

  2. ALEXANDRE ALLIPRANDINO MEDEIROS
    ALEXANDRE ALLIPRANDINO MEDEIROS

    1,2% do PIB. E o que a iniciativa privada faz com a sua parte do PIB. Ela é eficiente tal como a do Japão? Cansa esta crítica recorrente ao Judiciário, sem um olhar atento para si próprio. Os jornalistas vivem de salário mínimo? Membros do Judiciário não comem? Para onde é destinado o salário desta gente, senão para a economia pública E PRIVADA? Revista Oeste precisa discernir mais a realidade e tornar-se um veículo melhor. Ou será como a mesma imprensa velha?

  3. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    País subdesenvolvido, repleto de ignorantes e corruptos, mantido assim por décadas, todos nós sabemos disso.
    Triste!

  4. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    O Judiciário todo precisa passar por uma reforma estrutural grande e que acabe com estes salários de Marajás onde se encaixam os DESEMBARGADORES ESTADUAIS também.É uma verdadeira farra com dinheiro público e dos emolumentos da justiça, que nós pagamos em qualquer processo.

  5. Christian
    Christian

    Deveriam se envergonhar por estar na rabeira da justiça mundial.
    Aliás falando em rabeira, é por isso que fede….

  6. Virgílio Maro Sperandio Juliatto
    Virgílio Maro Sperandio Juliatto

    Típico de republiqueta vagabunda. Judiciário ineficiente e caríssimo.

  7. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    Nosso supreminho é inerte, salvo ações que envolvam o Capitão ou seus apoiadores, conheci várias pessoas que já morreram e não viram seus processos julgados, na tirubuninho a mais de 20 anos …. Até o min. Relator também já morreu ou se aposentou. Respeito a Instituição STF, MAS NENHUM DE SEUS INTEGRANTES, como também aos intergrantes do CNJ, que afastou o Juiz Marlos Melek, TRT 9a. Região – Paraná, um dos idealizadores da reforma trabalhista.
    Aliás, estranha a posição do proprio Tribunal , AMATRA 9a. e ANAMATRA de não defenderem o Juiz, mas as mensalidades das últimas acho que continuam sendo pagas.

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