Ministério da Justiça debate ampliar parceria com o Exército para fiscalização em divisas e áreas fronteiriças. Meta é usufruir da cadeia logística e de suprimentos dos militares

O Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (Vigia), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, vai ser ampliado. O governo estuda expandir a parceria com o Exército para a compra e a manutenção de equipamentos. A ideia é estreitar a parceria e fazer aquisições em conjunto ao longo da cadeia de suprimentos e logística da Força Armada.
Receba nossas atualizações
O Vigia é composto majoritariamente de agentes das polícias estaduais e federal, mas também tem o apoio do Exército. O que o governo sugere é otimizar melhor os recursos e aproveitar a cadeia logística dos militares. Em vez de o Ministério da Justiça licitar a compra e arcar com o processo logístico e operacional, o procedimento passará a ser feito pelo Exército.
A decisão não está sacramentada. Foi debatida em reunião ontem, segunda-feira 1º, mas não se bateu o martelo. A ideia ainda será ajustada até chegar ao modelo ideal. Participaram da reunião o titular da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), Jefferson Lisbôa, o secretário-adjunto, Carlos Paim, e o coordenador-geral de fronteiras da pasta, Eduardo Bettini.
Orçamento
O fortalecimento ao programa não utilizará o Orçamento do Exército, se assim o governo chegar a um entendimento. Os recursos do Vigia serão repassados para o Exército por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED). A parceria não é difícil de ser firmada e pode ser feita via Acordo de Cooperação Técnica (ACT).
Leia mais: “Fechamento de fronteiras aumenta em 164,8% prejuízos aos criminosos”
Ou seja, a Seopi transfere recursos do Vigia para o Exército e os militares cuidam da aquisição de equipamentos e serviços. “Se existe um órgão federal que possibilita isso, é melhor repassarmos e fazermos a governança do serviço no âmbito do Vigia, a fim de otimizar e não simplesmente fazer um retrabalho”, explica Bettini a Oeste.
Resultados
O coordenador-geral de fronteiras exemplifica como o trabalho pode ser feito. “O Exército usa uma embarcação chamada Guardian, e tem toda uma cadeia logística e de suprimentos para manutenção. Nossa intenção é ter essa parceria com o programa Vigia e fazer distribuição da embarcação no controle fronteiriço e proporcionar a cadeia de suprimento e logística. Se a instituição na ponta precisar efetuar uma manutenção, vamos fazer isso via cadeia do Exército”, explica Bettini.
Leia mais: “Ministério da Justiça prova nas fronteiras que o crime não compensa”
A expectativa de Bettini é que a parceria amplie os resultados obtidos. “Vamos conseguir ter um apoio realmente efetivo e otimizar os trabalhos na ponta. Até então, vislumbramos que se fazia a compra, mas não se preocupava com o emprego de aquisições realmente inseridas em um contexto operacional”, destaca.





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.