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Governo negocia acordos com empreiteiras da Lava Jato que devem mais de R$ 8 bi

Sete empresas terão reuniões a partir desta terça-feira, dia 12, com a CGU e a AGU

Sede da Controladoria Geral da União (CGU)
Sede da Controladoria Geral da União (CGU) | Foto: Divulgação/CGU

A partir desta terça-feira, 12, integrantes da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU) vão se reunir com sete empresas alvo da Lava Jato. Em negociação com o governo petista, as empreiteiras, que juntas têm dívidas de R$ 8,2 bilhões de acordos de leniência firmados no curso da operação, esperam reduzir os valores devidos.  

Segundo integrantes dos órgãos que estarão à frente das reuniões, enquanto o governo se mostra receptivo a discutir prazos e condições de pagamento, as empreiteiras estão focadas em diminuir as multas e reclassificar com infrações menores os delitos descritos em delações.

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A decisão de iniciar essas negociações ocorre após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu por 60 dias o pagamento das multas, e permitiu um espaço para que novos acordos sejam realizados.

Segundo integrantes do governo, as empresas demonstraram uma real incapacidade de pagamento, o que levanta a necessidade de adotar medidas para evitar sua inadimplência.

Em última instância, se a situação persistir, a CGU poderá declarar as empreiteiras como inidôneas, o que as impediria de participar de licitações e dificultaria sua recuperação.

Leia também: “Gilmar Mendes quer criar ‘Comissão da Verdade’ da Lava Jato”

Para evitar esse cenário, aumentar o prazo de pagamento e permitir o uso de créditos tributários e precatórios são algumas das opções consideradas para dar novo fôlego às empreiteiras da Lava Jato.

MP e governo divergem

As negociações podem encontrar dificuldades, pois há discordâncias entre o governo e o Ministério Público (MP) em relação ao processo.

O MP defende a posição de que ele seja o único órgão responsável por avaliar os casos, enquanto o governo busca uma abordagem mais abrangente.

A expectativa é que essas discussões tenham um papel fundamental na definição do futuro dessas empresas envolvidas em um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil.

Leia também: “Lava Jato recuperou R$ 2 bilhões, reconhece STF”

Lula
Crítico da Lava Jato, Lula afirmou em março de 2023 que, se as empresas ‘fizeram bobagem, elas têm que pagar o preço’, mas que ‘não pode quebrar empresa como quebrou’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula se preocupa com as empreiteiras

O presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve preso entre 2018 e 2019 sob acusação de ter recebido um imóvel como propina da empreiteira OAS em troca de favorecimento em contratos com a Petrobras, tem expressado críticas à possibilidade de falência das empresas.

Lula ressaltou a importância de não prejudicar irreversivelmente as operações das sete empreiteiras que têm dívida bilionária com a União.

Veja a lista das sete empresas que participarão da reunião

Estarão à mesa com a CGU e a AGU a partir desta terça-feira sete empreiteiras: Camargo Corrêa, Novonor (ex-Odebrecht), UTC, Andrade Gutierrez, Nova Participações (ex-Engevix), Metha (grupo controlador da antiga OAS) e Brasken.  

Entenda o que é acordo de leniência

O acordo de leniência é uma forma de colaboração das empresas com a Justiça, similar à delação premiada de pessoas físicas.

Empresas como a Odebrecht (agora Novonor) e a Camargo Corrêa (atual CCCC) admitiram, durante a Operação Lava Jato, ter pago propina a políticos e participado de esquemas de fraude em licitações. Em troca, essas empresas obtiveram benefícios como redução das multas e permissão para voltar a contratar com o governo.

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8 comentários
  1. James
    James

    Faltou a lista da “ode às brechas” dos envolvidos, que se beneficiaram do esquema e que agora estão fazendo cara de paisagem e não devolverão nenhum centavo, do que receberam de forma completamente imoral.
    Esses seres deveriam ser expulsos nas urnas pelo povo brasileiro, chamaram ao povo de #TROUXAS !
    São trouxas ?
    A conferir !

  2. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    Nada contra uma renegociação de dividas mas, perdoar, não!
    O problema que preocupa é essa negociação set feita por aqueles que se locupletaram com grandes propinas. Não são indicados para fazer essas negociações.

  3. Francisca Eurides de Carvalho Fernandes Epitacio
    Francisca Eurides de Carvalho Fernandes Epitacio

    Nada de novo no front! É apenas o Brasil cada vez mais chicotada, humilhado e roubado!

  4. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Quem é que manda mesmo neste galinheiro? Ora senhores queriam o que? O desgoverno semi presidencialista de fato solta ladrões, chefões do tráfico e prende idiotas manifestantes que se prestaram a boi de piranha para o “golpe” sem armas só c’o rabo que hoje arde.

  5. Célio Antônio Carvalho
    Célio Antônio Carvalho

    Esse País é generoso com alguns! Fora do comum, acima da lei, do combinado.

  6. frederico cardoso fernandes pontes
    frederico cardoso fernandes pontes

    parceir@s negociando , piada de mau gosto

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