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Governo Lula usa programa espião em operações da Abin

Sistema de monitoramento foi alvo de investigação da PF na gestão de Bolsonaro

Governo Lula espião Abin
Luiz Fernando Corrêa admitiu que o governo Lula também utiliza sistema | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, admitiu que o governo do presidente Lula (PT) também utiliza dados obtidos por meio do software FirstMile. O uso do sistema secreto de monitoramento tornou-se alvo de investigação da Polícia Federal durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A informação é do jornal O Globo.

Em relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), Corrêa informou que a agência tem aproveitado dados do sistema em operações que estão em curso no momento.

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Produzido pela empresa israelense Cognyte, o programa de monitoramento teve seu uso proibido no Brasil em 2021. 

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Em março, a PF abriu um inquérito para investigar por que a Abin fez uso do software nos três primeiros anos do governo Bolsonaro. Por meio desse sistema, foi possível identificar a localização de até 10 mil números de telefones celulares. 

Entre eles, constavam políticos, jornalistas, advogados e adversários políticos do ex-presidente, segundo as investigações.

Governo Lula espião Abin
Abin acredita que informações do FirstMile podem ajudar a monitorar alvos terroristas | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Ainda de acordo com O Globo, a Abin acredita que informações do FirstiMile não precisam ser anuladas e podem ser utilizadas pela gestão de Lula em “situações previstas na legislação”. 

No entanto, a função da agência é produzir informações de inteligência relacionadas à segurança nacional; esse tipo de monitoramento não condiz, portanto, com o papel do órgão.

“Internamente, a agência justifica que o uso das informações do FirstMile em operações atuais tem como alvo terroristas, espiões estrangeiros ou pessoas que oferecem algum risco para a segurança do país”, escreveu a reportagem.

Ação da Polícia Federal

Uma operação deflagrada em outubro pela Polícia Federal para investigar o uso do programa pela Abin levou à prisão de dois servidores da Abin e ao afastamento de outros cinco.

Com o secretário de Planejamento e Gestão da agência, Paulo Maurício Fortunato Pinto, a PF apreendeu US$ 171,8 mil em espécie. 

A ação teve autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Confira: “A imagem nada oculta da ditadura do medo de Alexandre de Moraes”

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