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Governo libera área proibida para indígenas e irrita ambientalistas

Entidades do Paraná protestam contra o uso de reserva biológica em que não é permitida a presença de humanos

Reserva Biológica Bom Jesus, no Estado do Paraná: governo usa área proibida para assentar famílias indígenas e abre confronto com ambientalistas | Foto: Divulgação/ICMBio
Reserva Biológica Bom Jesus, no Estado do Paraná: governo usa área proibida para assentar famílias indígenas e abre confronto com ambientalistas | Foto: Divulgação/ICMBio

A assinatura de um acordo para garantir a presença de famílias indígenas dentro de uma área de preservação gerou uma crise de relacionamento entre o governo federal e ambientalistas. Em fevereiro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e a Funai oficializaram um Termo de Compromisso (TC). O documento permite à comunidade guarani mbya continuar vivendo dentro da Reserva Biológica Bom Jesus, no Paraná. 

A decisão, contudo, é alvo de questionamento. Isso acontece principalmente porque a área de ocupação é uma Unidade de Conservação (UC) em que não há permissão para atividades humanas. No total, por enquanto, 68 entidades já se manifestaram contra a medida em um protesto, na semana passada, à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

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Governo fala em ‘soluções de conflitos’

O argumento do ICMBio e da Funai é que o TC vai solucionar o recente “cenário de insegurança jurídica e de conflitos contínuos, que dificultava a gestão da unidade e o monitoramento ambiental na área ocupada pela comunidade indígena”. 

Com o termo, o governo conseguiria “estabelecer limites ao uso dos recursos naturais” e “garantir a conservação da biodiversidade em harmonia com o modo de vida tradicional do grupo guarani mbya”. Já o “Manifesto em Defesa do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)”, que também ganhou a adesão de 48 personalidades e ambientalistas, criticou o acordo por criar uma “abertura perigosa de precedentes”, a partir da flexibilização de proteções ambientais, segundo o jornal O Globo.

As divergências começam nas informações sobre a chegada dos guaranis mbyas à reserva. Segundo os autores do manifesto, como o SOS Mata Atlântica, o Instituto Brasileiro de Conservação da Natureza, a Rede Pro-UCs e o Partido Verde do Paraná, os indígenas se mudaram para o local depois da conclusão dos estudos técnicos no processo de criação da reserva, iniciado em 2009. 

Eles teriam saído da Terra Indígena Mangueirinha, a 500 quilômetros de distância, e chegado à nova área em abril de 2012. Isso se deu apenas dois meses antes da assinatura do decreto federal que criou a Reserva Biológica (Rebio) Bom Jesus.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Só espero que estes índios tenha 1 gen Canibal.
    Faria uma limpa ns ambientalistas…

  2. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    Ambientalista é contra Índio na floresta? Alguém sabe explicar?

  3. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    É uma beleza. Isso me faz lembrar daquela mensagem comercial, que, na minha opinião foi uma das mais inspiradas produzidas pelo pessoal de marketing. Era de um cartão de crédito. Faço uma paródia, parece que isso não afronta os direitos autorais. Eu diria: ver os ambientalistas e demais esquerdistas brigando entre si, “não tem preço”. Torço para a briga.

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