Com foco em operações de inteligência, o Governo de São Paulo impôs, desde 2023, um prejuízo estimado em R$ 3 bilhões ao crime organizado, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira, 2. O Estado direcionou mais de R$ 1,5 bilhão ao reforço das forças de segurança, com a aquisição de viaturas, armas, equipamentos e tecnologias para as Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica.
Segundo o governo, esses investimentos permitiram resultados como a apreensão de 640 toneladas de drogas e a prisão de mais de 550 mil pessoas. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, declarou que “a asfixia financeira ao crime organizado foi priorizada desde o início da gestão, já que atuamos para elevar o custo da atividade ilícita”.
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Ele acrescentou que “o combate ao tráfico de drogas é essencial, pois representa uma das principais fontes de lucro dessas organizações” e que, por isso, “nossas polícias têm intensificado, dia após dia, as ações de apreensão de entorpecentes, com o objetivo de interromper esse ciclo criminoso.”
As operações são realizadas de forma integrada com órgãos municipais, estaduais e federais. O governo informa que o foco tem sido a asfixia financeira de facções e a desarticulação da logística do tráfico e de outros crimes explorados por essas organizações.

Recuperação de ativos do crime amplia recursos da segurança
O governo estadual contabiliza ter recuperado mais de R$ 70 milhões em valores, ativos e bens apreendidos em ações contra lavagem de dinheiro e sanções patrimoniais. Pela primeira vez, esses recursos serão usados diretamente no combate ao crime organizado. Do total, quase R$ 20 milhões já estão liberados para investimento na segurança pública.
De acordo com o governo, o uso inédito desse montante foi viabilizado através de decreto, aprovado em junho deste ano, que fortaleceu o programa Recupera SP e ampliou sua capacidade de investimento. A mudança incluiu explicitamente recursos oriundos de acordos firmados fora da Justiça, como aqueles celebrados durante investigações do Ministério Público, que passaram a ser direcionados ao programa sem necessidade de decisão judicial. Antes, apenas valores obtidos por meio de investigações da Polícia Civil podiam ser revertidos.
Para Nico, o programa “traz dinheiro do crime para combater o crime” e que, através dele, o Estado “vai conseguir comprar mais viatura, armamento e dar condição melhor para o policial trabalhar com equipamentos”, o que classifica como “um avanço muito grande”.
O governo afirma que a alteração do decreto integra uma série de ações voltadas ao fortalecimento do combate ao crime organizado, ao aprimoramento da gestão de recursos públicos e à consolidação de uma política de segurança mais eficiente. Desde 2023, foram realizadas mais de 400 operações conjuntas com instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público para desmantelar organizações criminosas.
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Que aula de civilidade!