Depois de um novo levantamento realizado na segunda-feira 6, o número de casos descartados de intoxicação por metanol no Estado de São Paulo subiu para 47, conforme informou a Secretaria de Estado da Saúde. No início do dia, eram 15 casos eliminados depois de exames clínicos.
O balanço estadual aponta 15 confirmações, incluindo dois óbitos de homens, de 54 e 46 anos, ambos residentes na capital paulista. Permanecem sob investigação 164 notificações, entre elas seis mortes suspeitas: três na capital (36, 45 e 50 anos), duas em São Bernardo do Campo (49 e 58 anos) e uma em Cajuru (26 anos).
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A exposição ao metanol pode provocar sequelas graves, como cegueira irreversível, além de risco de morte. A substância é encontrada em bebidas alcoólicas ilegais e produtos adulterados, bem como em combustíveis e solventes domésticos. Profissionais de saúde estão orientados a atuar rapidamente diante de sintomas suspeitos.
Entre os sinais de alerta para intoxicação estão dor abdominal intensa, tontura e confusão mental. O atendimento médico imediato, com exames laboratoriais e avaliação oftalmológica, é fundamental. Receber socorro em até seis horas depois do início dos sintomas pode evitar agravamentos, segundo a Secretaria de Saúde.
Medidas do governo de São Paulo para o enfrentamento à intoxicação por metanol

Como medida de enfrentamento, o gabinete de crise do governo paulista anunciou uma série de iniciativas em conjunto com associações do setor de bebidas. O pacote inclui treinamento de servidores e comerciantes, campanhas para ajudar consumidores a identificarem produtos seguros e propostas legislativas para endurecer regras contra falsificações.
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Entre as medidas, está o pedido judicial para destruir estoques apreendidos de bebidas adulteradas, selos falsos e garrafas sem origem. Será criado um canal de denúncia para comerciantes reportarem suspeitas e evitarem punições, como suspensão da inscrição estadual.
A força-tarefa vistoriou 18 estabelecimentos e interditou 11 por irregularidades sanitárias em São Paulo, Osasco, São Bernardo e Barueri. A Secretaria da Fazenda suspendeu preventivamente a inscrição estadual de oito empresas, entre elas Bebilar Comercial, Brasil Excellance, BBR Supermercados e FEG Alves.
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O balanço aponta 179 notificações de possível intoxicação: 164 sob investigação (seis mortes suspeitas), 15 confirmadas (dois óbitos) e 47 descartadas. Desde o início do ano, 41 pessoas foram presas por falsificação — 20 só na última semana. Mais de 15 milhões de itens ilegais foram apreendidos em 2025, incluindo 10 mil garrafas desde o dia 29 e 378 mil rótulos, selos e lacres em uma semana.
A Polícia Civil apreendeu mais de 10 mil garrafas suspeitas e prendeu o principal fornecedor de insumos para falsificação. Amostras analisadas identificaram metanol em dois casos, cujos resultados foram encaminhados ao inquérito.
Outras operações

Também na segunda-feira, a Operação Última Dose cumpriu mandados em Osasco, Americana, Sumaré e Poços de Caldas (MG), com uma mulher indiciada e a apreensão de 3 mil garrafas e 316 mil rótulos falsos.
O laboratório da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto analisa amostras em até uma hora, sob coordenação do Instituto Adolfo Lutz. A Secretaria da Saúde reforçou o estoque de álcool etílico com duas mil novas ampolas.
Denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181, no site da Polícia Civil (www.webdenuncia.sp.gov.br) ou ao Procon-SP (151 e www.procon.sp.gov.br).
Leia também: “A multinacional do crime organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 290 da Revista Oeste








































Eu não ficaria surpreso se viesse a ser constatada alguma armação para prejudicar possíveis candidaturas de políticos da direita…