O Brasil terá nesta sexta-feira, 4, um cenário climático marcado por contrastes regionais. Enquanto geadas mantêm temperaturas baixas em áreas do Sul e do Sudeste, o calor predomina sobre grande parte do Norte e Nordeste, com ocorrência de chuvas localizadas em pontos do litoral e da Amazônia.
No Sul, a frente fria que avançou durante a semana mantém o ar gelado sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No período da madrugada e amanhecer, as temperaturas mínimas podem chegar a valores próximos de 0 °C em pontos da Serra Gaúcha e Catarinense, como São Joaquim e Lages.
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Cidades do interior paranaense também registram mínimas entre 3 °C e 5 °C, com possibilidade de formação de geadas pontuais. Porto Alegre terá mínima ao redor de 7 °C e máxima que não deve passar dos 18 °C ao longo do dia, conforme os mapas de temperatura e a previsão oficial. A tarde permanece fria em boa parte da região, com máximas entre 12 °C e 20 °C.
No Sudeste, observa-se a combinação de frio e nebulosidade no leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, associados à atuação da frente fria e à circulação de umidade vinda do Oceano Atlântico.

A previsão sugere chuva intermitente, especialmente nas áreas costeiras, com acumulados que podem ultrapassar 20 mm em pontos do litoral paulista e fluminense. Em São Paulo capital, as temperaturas oscilam entre 11 °C pela manhã e 16 °C durante a tarde, enquanto no Rio de Janeiro a variação deve ficar entre 17 °C e 21 °C.
No interior paulista e no Triângulo Mineiro, no entanto, o tempo firme e seco predomina, com calor durante o dia e baixa umidade relativa do ar, que pode cair a níveis próximos de 30%, especialmente no norte de Minas Gerais. Nessas áreas, as máximas chegam aos 29 °C e as mínimas ficam entre 13 °C e 16 °C, o que caracteriza grande amplitude térmica.
Na Região Centro-Oeste, o tempo permanece estável em grande parte dos Estados. Campo Grande registra variação entre 18 °C e 23 °C com predomínio de sol. Já em Cuiabá, as temperaturas se elevam mais, com máximas de 26 °C.
A umidade relativa do ar também tende a permanecer reduzida no período da tarde, principalmente em Mato Grosso e Goiás. Brasília apresenta previsão de mínima de 15 °C e máxima de 24 °C, sem expectativa de chuvas, como informa o site Meteored.
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Geadas devem ocorrer em áreas serranas e interioranas
No Norte do país, o padrão de calor e umidade persiste. Manaus deve ter máxima ao redor de 27 °C, com pancadas de chuva que podem ocorrer a qualquer momento do dia. Em Boa Vista, os termômetros marcam mínima de 21 °C e máxima de 29 °C, com probabilidade de temporais isolados.
O mapa de radar mostra núcleos de precipitação espalhados pela faixa norte da Amazônia, o que reforça a previsão de chuvas principalmente no período da tarde. Santarém e Belém seguem o mesmo comportamento, com instabilidades intercaladas por períodos de sol.
No Nordeste, o calor predomina no interior, com máximas próximas de 30 °C em áreas como o sertão de Pernambuco e a Bahia. Nas capitais do litoral, como Fortaleza e Natal, o tempo se mantém quente e úmido, com pancadas de chuva passageiras e temperaturas entre 21 °C e 30 °C. No interior, o tempo firme prevalece.
As imagens de satélite e os modelos meteorológicos confirmam que, embora a frente fria mantenha influência sobre o centro-sul, a tendência é de gradual enfraquecimento do sistema a partir do final do dia. O frio, contudo, permanece nas madrugadas seguintes, especialmente nas áreas de maior altitude.
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A massa de ar frio que cobre o Sul e parte do Sudeste tende a ser o último sistema expressivo previsto para a primeira quinzena de julho, conforme os boletins meteorológicos. Nas regiões Centro-Oeste, Norte e boa parte do Nordeste, o padrão de tempo seco alternado com chuvas localizadas deve predominar nos próximos dias.
Em caso de deslocamentos nas áreas mais frias, recomenda-se atenção às baixas temperaturas ao amanhecer e ao risco de geadas em locais suscetíveis, sobretudo nas regiões serranas. Para as regiões com baixa umidade, é importante reforçar a hidratação e evitar exposição prolongada ao sol nas horas mais quentes do dia.
Leia também: “O país da chuva”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 182 da Revista Oeste







































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