Uma operação realizada nesta quarta-feira, 4, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios investiga a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no financiamento e na coordenação de protestos em Brasília.
A ação de hoje resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, sendo quatro em São Paulo e um no Distrito Federal.
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As investigações sugerem que integrantes do PCC utilizavam manifestações apresentadas como movimentos de “reivindicação social”, mas financiadas por recursos ilícitos provenientes da própria organização criminosa. O objetivo era fortalecer a presença do grupo, captar apoio e mascarar a origem dos valores empregados nesses eventos.
Parceria com o PCC e interceptações de mensagens

O trabalho do Gaeco contou também com o auxílio do Ministério Público do Estado de São Paulo e do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF.
Em outubro do ano passado, a Polícia Civil de São Paulo interceptou mensagens extraídas dos celulares do traficante Michael Silva, conhecido como “Neymar do PCC”. Segundo o inquérito, ele solicitou apoio financeiro a um contato para arcar com despesas de uma passeata em Brasília, organizada para defender direitos de detentos. O protesto ocorreu na Esplanada dos Ministérios no fim de abril de 2024.
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“Amigo, sabe que eu ia te falar em cima do que meu padrinho te falou e eu também: de você e os amigos darem uma ajuda em cima da passeata que vai ter agora dia 28”, tratou Silva na mensagem. “Vai sair os ônibus para Brasília. Queria ver se você e os ‘truta’ vão ajudar mesmo, que temos que pagar os ônibus e comprar um lanche.”
Na sequência, o interlocutor confirmou a colaboração com R$ 3 mil.





































O padrinho é Lula