Os fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, vão responder por ameaças a agentes penitenciários e desobediência. A diretoria do presídio abriu um processo administrativo contra os detentos por “infrações disciplinares graves”.
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Segundo uma portaria emitida, Mendonça teria desobedecido às ordens dos agentes durante uma revista na cela, no isolamento. Ele não seguiu o protocolo e proferiu ameaças e xingamentos contra os policiais penais.
O detento foi repreendido pelos agentes e respondeu com “palavras e frases em tom ameaçador, chegando a ameaçar até diretamente”. No documento, os policiais afirmaram que Mendonça teria dito: “Cadê vocês no mato, eu ia encher a cara de tiro” e “se eu te pegar lá fora, taco fuzil na tua cara”.
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À emissora CNN Brasil, policiais penais disseram que os dois integrantes do Comando Vermelho “têm dado muito trabalho”, que seria não seguir as ordens dentro da unidade e ameaçar os agentes.
Mendonça e Nascimento fugiram da penitenciária em 14 de fevereiro, pela luminária da cela. Foi a primeira fuga do Sistema Penitenciário Federal, considerado de segurança máxima.
Fugitivos de Mossoró foram encontrados depois de 51 dias

A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal prenderam os fugitivos de Mossoró durante uma ação conjunta em 4 de abril, depois de 51 dias de fuga. Eles foram capturados em Marabá, no sudeste do Pará.
De acordo com a corporação, os dois estavam na BR-222 quando foram interceptados. Eles pretendiam ir até Rondônia, depois deveriam fugir para a Bolívia. A prisão de Nascimento e Mendonça deu fim a uma série de equívocos e gastos até então inéditos na história da segurança pública do país.
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A fuga dos detentos aconteceu 13 dias depois de Ricardo Lewandowski assumir o cargo de ministro da Justiça. Em um de seus primeiros depoimentos sobre o caso, chegou a “culpar” o Carnaval pela fuga.
Depois, descobriu-se que câmeras de segurança da penitenciária estavam com defeito e não registraram o momento da fuga. Os criminosos conseguiram fugir pela tubulação que ficava nas paredes das celas, atrás de luminárias.
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O governo gastou cerca de R$ 6 milhões para as buscas dos bandidos, que mobilizaram agentes da Força Nacional. Um vídeo obtido por Oeste mostra o momento em que os agentes da PRF tiram os dois criminosos da viatura.
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