Esta terça-feira, 1º de julho, será marcada por contrastes climáticos entre as regiões do Brasil, conforme mostram os mapas meteorológicos e os boletins especializados. Enquanto uma massa de ar polar provoca frio intenso no Sul e em parte do Sudeste; o Norte e o Nordeste mantêm o padrão de calor e alta umidade, com previsão de chuvas persistentes em diversas áreas.
No Sul, o ar polar atinge força histórica e se situa entre o 1% mais intenso já registrado. As madrugadas serão marcadas por temperaturas negativas, especialmente no Rio Grande do Sul e na serra catarinense.
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Entre os municípios com previsão de frio mais severo estão Vacaria e Caxias do Sul, com mínimas de -3°C; Bagé e Dom Pedrito, mínimas de -2°C; e São Joaquim e Urupema em Santa Catarina, com valores próximos de -1°C.
Além do frio, há alta probabilidade de geadas moderadas a fortes nessas áreas, com risco de danos à agricultura. Durante o dia, mesmo sob predomínio de sol, os termômetros não devem ultrapassar a marca dos 10°C em Porto Alegre, conforme os mapas de temperatura de superfície analisados.

No Sudeste, as consequências da frente fria costeira e do transporte de umidade pelo anticiclone polar se fazem sentir principalmente no leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os mapas de nuvens e chuva mostram céu nublado e precipitação fraca, mas constante ao longo do dia.
Em São Paulo capital, a máxima não deve passar de 15°C, enquanto no Rio de Janeiro a variação fica entre 20°C e 22°C. Observa-se também redução significativa na amplitude térmica, típica de dias encobertos. No Espírito Santo, o tempo se mantém estável na maior parte do período, com maior probabilidade de mudança somente à noite.
No Centro-Oeste, as temperaturas se mantêm amenas, mas menos extremas que no Sul. Campo Grande deve registrar mínima de 9°C e máxima próxima dos 20°C, segundo a previsão dos mapas térmicos, como informa o site Meteored.
Cuiabá apresenta variação entre 14°C e 21°C, com tempo parcialmente nublado e baixa probabilidade de chuva. Já em Brasília, a amplitude térmica é mais pronunciada, com mínima de 15°C e máxima de 26°C, sob predomínio de sol e umidade relativa moderada.
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Frio intenso se destaca no Sul e Sudeste
O contraste com o Norte é evidente. As imagens de satélite e os mapas de precipitação acumulada mostram que chuvas atuam de forma expressiva na faixa amazônica. Em Manaus, Santarém e Belém, a previsão sugere pancadas alternadas com períodos de melhora, com máximas ao redor de 30°C e umidade do ar elevada.
Boa Vista deve ter chuva intermitente e calor próximo de 31°C durante a tarde. O volume acumulado previsto permanece alto em áreas do oeste do Amazonas e no Acre, ainda que os modelos meteorológicos sugiram que os valores possam ser localmente variáveis.
O Nordeste apresenta padrão semelhante, com previsão de instabilidade na faixa litorânea e calor no interior. Os mapas mostram acumulados de chuva pontualmente elevados no litoral norte e chuvas alternadas entre períodos de sol em Salvador, Maceió, Natal e Fortaleza. O interior, por outro lado, segue com predomínio de tempo seco e temperaturas elevadas.
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A análise integrada mostra que, enquanto o Sul e parte do Sudeste enfrentam frio intenso e geadas, o restante do país segue sob regime de calor e umidade. Esse padrão reforça a previsão de uma primeira quinzena de julho com eventos extremos localizados, mas uma tendência geral a gradativa redução das frentes frias ao longo do mês.
A população das áreas mais frias deve adotar medidas de proteção, principalmente na madrugada e nas primeiras horas da manhã, quando os índices de temperatura estarão em seus pontos mais baixos. Já no Norte e no Nordeste, a atenção permanece voltada à possibilidade de temporais isolados e ao desconforto térmico decorrente da combinação entre calor e umidade.
Para todas as regiões, recomenda-se acompanhamento das atualizações de previsão ao longo do dia, dado que sistemas frontais e núcleos de chuva podem se intensificar localmente e alterar as condições previstas.
Leia também: “O país da chuva”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 182 da Revista Oeste








































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