Nesta quinta-feira, 5, a formação de uma frente fria sobre a Região Sul do Brasil trará instabilidades significativas, com alerta para chuvas intensas, tempestades e granizo. As imagens de satélite e modelos meteorológicos confirmam a presença de elevada umidade, grande acúmulo de precipitação e condições atmosféricas favoráveis à convecção profunda.
As instabilidades se intensificam já durante a madrugada. No oeste e no noroeste do Rio Grande do Sul, no oeste de Santa Catarina e no oeste e no sudoeste do Paraná, espera-se precipitação forte acompanhada de trovoadas.
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A situação é crítica em municípios como Frederico Westphalen (RS), São Miguel do Oeste (SC) e Ampére (PR), onde os acumulados previstos superam os 90 mm. Em Santa Catarina, cidades como Chapecó, Xavantina e Ipumirim podem ultrapassar os 100 mm de chuva.
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Ao longo do dia, a frente fria avança, e o sistema de baixa pressão atmosférica — visível nos mapas de umidade e temperatura — intensifica a convecção. A combinação entre calor retido na atmosfera e forte entrada de umidade cria o cenário ideal para granizo e rajadas de vento, principalmente entre o norte do RS, centro-oeste de SC e quase todo o PR.
À tarde, a chuva se espalha por toda Santa Catarina e Paraná. No RS, a tendência é de gradual redução da intensidade da chuva, mas com permanência da nebulosidade e possibilidade de chuviscos, especialmente no norte e no nordeste do Estado.
A massa de ar frio associada à frente fria provoca queda nas temperaturas no Sul, com máximas que não devem ultrapassar os 20°C nos três Estados. Em Porto Alegre, a máxima prevista é de apenas 18°C, com mínima de 14°C. Em Curitiba e Florianópolis, os termômetros não devem passar dos 20°C.
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Já em grande parte do Centro-Oeste, do Sudeste e do Norte do Brasil, o tempo permanece estável, seco e quente. Sinop e Cuiabá, por exemplo, registram temperaturas acima dos 33°C. O calor também predomina em São Paulo e Rio de Janeiro, com máximas de 26°C e 29°C, respectivamente, e céu parcialmente nublado.
O mapa de temperaturas evidencia esse contraste: enquanto o Sul já sente os efeitos da frente fria, o restante do país ainda está sob influência de uma massa de ar seco e quente. A umidade relativa do ar está mais baixa sobre o Centro-Oeste e o interior do Sudeste, o que inibe a formação de nuvens e precipitações.
A faixa leste do Nordeste apresenta variação de nuvens e pancadas isoladas de chuva em cidades como Salvador, Maceió e Natal, enquanto o interior segue seco e quente. Fortaleza, por exemplo, deve registrar máxima de 28°C com pouca nebulosidade.

O índice Cape, que mede o potencial de convecção, está elevado para a quinta-feira. A combinação entre umidade, calor e forçantes dinâmicas, como a frente fria e o cavado atmosférico, aumenta o risco de eventos severos e torna a Região Sul o principal ponto de atenção meteorológica do país.
Populações de áreas de risco devem estar atentas a possíveis alagamentos, deslizamentos e quedas de granizo. A Defesa Civil dos Estados afetados já está em alerta para eventuais ocorrências, conforme informa o site Meteored.
A previsão é que a instabilidade comece a perder força entre o final da quinta-feira e o começo da sexta-feira 6, quando a massa de ar frio se estabelece sobre o Sul e o tempo passa a ficar mais firme, mas ainda sob efeito da queda de temperatura.
Leia também: “O país da chuva”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 182 da Revista Oeste




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