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Forças Armadas vão permitir alistamento de mulheres

Decisão foi tomada pelo Ministério da Defesa; ingresso vai ser permitido a partir de 2025

mulheres desfilam em ato do Exército
Forças Armadas vão permitir alistamento de mulheres | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

As Forças Armadas do Brasil vão permitir, a partir de 2025, o alistamento militar de mulheres pela primeira vez na história. A decisão foi tomada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, depois de conversas com os comandantes militares. A expectativa é que as mulheres comecem a integrar as fileiras em 2026.

“Nesse assunto, o Brasil deve muito”, disse Múcio ao jornal Folha de S.Paulo. “E não é para fazer serviço de enfermagem e escritório, é para a mulher entrar na infantaria. Queremos mulheres armadas até os dentes.”

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Atualmente, as mulheres podem ingressar nas Forças Armadas por meio de escolas preparatórias para oficiais, mas a participação é restrita, exceto na Marinha, onde podem atuar como fuzileiros navais.

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O alistamento feminino será voluntário, seguindo um modelo semelhante ao masculino, porém sem obrigatoriedade. A previsão é que a medida seja aplicada às mulheres que completarem 18 anos em 2025.

Apesar do acordo entre os chefes militares, há discordâncias sobre o número de vagas a serem reservadas às mulheres, questão que será decidida por Múcio.

Vagas para mulheres devem chegar a 5 mil

A proposta do ministro é que as vagas femininas aumentem gradualmente até alcançar 20% das cerca de 85 mil pessoas que anualmente entram no serviço militar. A maior parte das vagas é destinada ao Exército (75 mil), seguido pela Aeronáutica (7 mil) e pela Marinha (3 mil).

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Na última reunião do Alto-Comando do Exército, realizada entre 13 e 17 de maio, foram apresentados estudos para sugerir a abertura de 1 mil a 2 mil vagas para mulheres em 2025, com prioridade para áreas com presença feminina, como hospitais e bases administrativas.

O plano é aumentar gradativamente as vagas até chegar a 5 mil, número inferior aos 15 mil sugeridos por Múcio.

As instalações também precisarão ser ajustadas para a chegada das mulheres, com separação de dormitórios e adaptação de banheiros.

O serviço militar tem duração de 12 meses, que pode ser prorrogado até 96 meses.

Leia também: “Rio Grande do Sul: Exército afasta militares por ‘fake news'”

A PGR entrou com três ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a inconstitucionalidade das barreiras impostas às mulheres nas Forças Armadas. A Procuradoria defende a entrada feminina em todas as funções sem restrições de vagas.

O governo Lula se posicionou contra o fim das restrições, respaldado pelo Exército, que alega que a fisiologia feminina pode comprometer o desempenho em combates.

A Marinha foi a primeira a admitir mulheres, em 1980, e elas ocupam 8.420 dos 75 mil cargos ativos. Na Aeronáutica, representam pouco mais de 20% do efetivo (14.118 de 67.605). No Exército, desde 1992, as mulheres são 6% do efetivo (13.017 de mais de 212 mil), mas não podem ingressar nas armas mais combatentes, como cavalaria e infantaria.

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1 comentário
  1. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Carta de um Brigadeiro.
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

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