O mês começa com algo inédito nas Forças Armadas. Mais de 1,4 mil mulheres vão ingressar no serviço militar voluntário coletivo. O Ministério da Defesa divulgou a informação neste domingo, 1º.
O treinamento vai começar nesta semana. Cerca de 150 mulheres vão atuar na Marinha, enquanto outras 300 vão se dedicar à Força Aérea Brasileira. O Exército vai receber mil voluntárias.
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Elas atuarão no Distrito Federal e em 13 Estados:
- Rio Grande do Sul;
- Santa Catarina;
- Paraná;
- São Paulo;
- Rio de Janeiro;
- Minas Gerais;
- Goiás;
- Mato Grosso;
- Bahia;
- Ceará;
- Pernambuco;
- Amazonas; e
- Pará.

Os serviços das voluntárias nas Forças Armadas
Durante a fase inicial desse serviço nas Forças Armadas, que terá três ou quatro meses de duração, as voluntárias receberão treinamento físico, manuseio de armamentos e serviço de guarda no quartel. As mulheres também vão participar de desfiles militares e atividades de campo. Além disso, o Ministério da Defesa reforça que elas receberão orientações sobre ética, patriotismo, disciplina e respeito à hierarquia.
As mulheres também terão direito a soldo (salário) de acordo com o grau de instrução. O Serviço Militar Inicial Feminino ainda dá direito a férias, assistência médica, licenças e contagem de tempo de serviço para aposentadoria. O programa vai arcar com auxílios como transporte, natalidade, maternidade e pré-escolar.
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Ao todo, contando a primeira fase, o serviço terá duração de 12 meses. Entretanto, caso haja disponibilidade de vagas, as interessadas poderão seguir em atividade nas Forças Armadas pelo período de até oito anos.
O Ministério da Defesa não divulgou se há limite de idade para participar do treinamento.
“Era um sonho servir”, diz Eduarda Suzano. “Agora, estar aqui, incorporada, é uma conquista muito grande. Sei que será desafiador, mas também é uma oportunidade de crescimento, de aprendizado e de servir ao país.”
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“Tenho um cunhado que serviu por oito anos e percebi claramente a diferença quando ele saiu: estava mais focado e mais disciplinado”, afirma Danielly Oliveira Martins. “Então eu decidi me alistar. Acredito que será um grande aprendizado.”
O Ministério da Defesa informa, por fim, que haverá a formação de outra turma de treinamento feminino no segundo semestre. A previsão é que essa equipe comece a atuar em agosto.
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