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Forças Armadas: 1,4 mil mulheres começam no serviço militar

Treinamento vai ter 3 ou 4 meses de duração

mulheres nas forças armadas
Em 2026, Exército, Marinha e Força Aérea vão contar com trabalhos de mulheres | Foto: Divulgação/Ministério da Defesa

O mês começa com algo inédito nas Forças Armadas. Mais de 1,4 mil mulheres vão ingressar no serviço militar voluntário coletivo. O Ministério da Defesa divulgou a informação neste domingo, 1º.

O treinamento vai começar nesta semana. Cerca de 150 mulheres vão atuar na Marinha, enquanto outras 300 vão se dedicar à Força Aérea Brasileira. O Exército vai receber mil voluntárias.

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Elas atuarão no Distrito Federal e em 13 Estados:

  1. Rio Grande do Sul;
  2. Santa Catarina;
  3. Paraná;
  4. São Paulo;
  5. Rio de Janeiro;
  6. Minas Gerais;
  7. Goiás;
  8. Mato Grosso;
  9. Bahia;
  10. Ceará;
  11. Pernambuco;
  12. Amazonas; e
  13. Pará.
infográfico - forças armadas - serviço voluntário para mulheres
Ministério da Defesa destaca onde mulheres vão prestar o serviço voluntário | Foto: Divulgação/Ministério da Defesa

Os serviços das voluntárias nas Forças Armadas

Durante a fase inicial desse serviço nas Forças Armadas, que terá três ou quatro meses de duração, as voluntárias receberão treinamento físico, manuseio de armamentos e serviço de guarda no quartel. As mulheres também vão participar de desfiles militares e atividades de campo. Além disso, o Ministério da Defesa reforça que elas receberão orientações sobre ética, patriotismo, disciplina e respeito à hierarquia.

As mulheres também terão direito a soldo (salário) de acordo com o grau de instrução. O Serviço Militar Inicial Feminino ainda dá direito a férias, assistência médica, licenças e contagem de tempo de serviço para aposentadoria. O programa vai arcar com auxílios como transporte, natalidade, maternidade e pré-escolar.

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Ao todo, contando a primeira fase, o serviço terá duração de 12 meses. Entretanto, caso haja disponibilidade de vagas, as interessadas poderão seguir em atividade nas Forças Armadas pelo período de até oito anos.

O Ministério da Defesa não divulgou se há limite de idade para participar do treinamento.

“Era um sonho servir”, diz Eduarda Suzano. “Agora, estar aqui, incorporada, é uma conquista muito grande. Sei que será desafiador, mas também é uma oportunidade de crescimento, de aprendizado e de servir ao país.”

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“Tenho um cunhado que serviu por oito anos e percebi claramente a diferença quando ele saiu: estava mais focado e mais disciplinado”, afirma Danielly Oliveira Martins. “Então eu decidi me alistar. Acredito que será um grande aprendizado.”

O Ministério da Defesa informa, por fim, que haverá a formação de outra turma de treinamento feminino no segundo semestre. A previsão é que essa equipe comece a atuar em agosto.

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