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Fachada do prédio da Boate Kiss é demolida para transformar local em memorial

Em 2013, um incêndio provocado por um artefato pirotécnico deixou 242 pessoas mortas no local

Boate Kiss é demolida
Trator demole Boate Kiss em Santa Maria (RS) | Foto: João Alves/Prefeitura de Santa Maria

Nesta segunda-feira, 29, começou a demolição da fachada do prédio onde funcionava a Boate Kiss, em Santa Maria (RS). No local, ocorreu uma das maiores tragédias do Brasil. A prefeitura vai transformar o prédio em um memorial para homenagear as 242 vítimas do incêndio de 2013. A construção do memorial deve ser concluída em abril de 2025.

A Rua dos Andradas, no centro de Santa Maria, amanheceu diferente. Por volta das 8h, iniciou-se a remoção das paredes externas do edifício. As obras de demolição começaram há três semanas, e as equipes trabalham intensamente para remover todo o entulho.

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O memorial contará com um jardim, 242 pilares em homenagem às vítimas, salas, um espaço de homenagens e um pequeno auditório. A construção ocorre em parceria entre a Prefeitura de Santa Maria e Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria. Os organizadores querem oferecer um espaço de reflexão e memória para a comunidade e visitantes sobre a tragédia.

Em 27 de janeiro de 2013, a Boate Kiss foi o cenário de um dos maiores desastres do Brasil. Durante a festa universitária “Agromerados”, a banda Gurizada Fandangueira se apresentava quando o vocalista, Marcelo de Jesus Santos, direcionou um artefato pirotécnico para cima.

Fogo se espalhou pela Boate Kiss

As faíscas atingiram o teto, o que deu início a um incêndio. Marcelo tentou apagar o fogo com um extintor, que falhou, e em poucos segundos as chamas se espalharam rapidamente. O fogo causou uma fumaça tóxica de cianeto. Problemas estruturais dificultaram a saída dos participantes, o que resultou na morte de 242 pessoas e mais de 600 feridos.

Leia também: “Os 242 de Santa Maria”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 89 da Revista Oeste

A Justiça condenou, em 2021, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, sócios da boate, e Marcelo de Jesus Santos e Luciano Bonilha, da banda Gurizada Fandangueira. Porém, o júri foi anulado por irregularidades no processo. Em maio deste ano, a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal o restabelecimento da condenação dos quatro acusados. Contudo, recursos contra a realização de um novo julgamento ainda tramitam na Corte.

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