As formas mais comuns de marcar um animal no rebanho é utilizando o fogo ou o brinco. Cada animal tem seu número e, assim, é possível saber quais vacinas tomou, histórico doenças e o tipo de alimentação.
Para evitar o sofrimento no momento da marcação, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) estuda o focinho dos animais como forma de identificação, uma espécie de “digital do boi”.
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De acordo com os pesquisadores, o padrão de características do focinho do animal é como a impressão digital dos humanos, contendo informações únicas de cada boi.
O que é a pesquisa
Utilizando inteligência artificial e combinações numéricas no computador, essa técnica pode substituir as outras formas mais antigas de identificação, proporcionando ao boi o bem-estar — requisito cada vez mais exigido na pecuária.
Segundo os pesquisadores, o procedimento consiste em tirar várias fotos do nariz do boi e analisar as imagens em um sistema digital. Esse sistema procura taxas de acertos nas combinações neurológicas de cada animal, auxiliando na identificação. “Obtivemos taxas de acerto superiores a 95% nos testes, o que nos deixou animados”, disse João Ari Hill, pesquisador do Iapar.
O pesquisador afirmou ser fundamental ampliar a base de dados, para que o sistema computacional seja mais preciso na identificação. Atualmente, a identificação é baseada em um banco de dados de algumas raças bovinas das cidades paranaenses Curitiba, Ponta Grossa e Pato Branco.
“Temos em torno de 700 animais na nossa base de dados e queremos chegar a mil em breve”, ressaltou Hill. “Estamos tentando, por exemplo, ensinar o sistema a identificar os animais a partir de uma única foto do focinho. Atualmente, são 40 imagens em momentos diferentes do mesmo boi.”
O sistema de identificação ainda está sendo testado apenas no rebanho do Iapar, mas, de acordo com Hill, o sistema precisa ser leve e rápido para que funcione como um aplicativo em um celular.
Previsão de funcionamento
Se tudo der certo, órgãos governamentais, como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, poderiam se basear no novo método para identificar animais vacinados ou que apresentem doenças.
A estimativa é que, no fim de 2022, o aplicativo entre em fase de testes para uso comercial.
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