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Brasil

Empresários se unem para buscar doses excedentes nos EUA e agilizar a vacinação no Brasil

Ações incluem carta à embaixada americana, ‘apadrinhamento’ de governos locais e doações

Vacina contra a covid-19

Nove presidentes e executivos de multinacionais americanas que atuam no Brasil, como Whirpool, Google, IBM, 3M, Cargill e General Motors, resolveram assumir o papel de interlocução e de negociação com outros países para facilitar a compra de doses excedentes de vacinas pelo governo brasileiro. O grupo enviou uma carta ao embaixador dos Estados Unidos Todd Chapman solicitando prioridade ao país na destinação dos imunizantes. Estima-se que os EUA possuam pelo menos 30 milhões de doses extras, que estão sendo também disputadas por outras nações, como seus vizinhos México e Canadá. A expectativa é que mais empresas americanas com subsidárias no Brasil incorporem-se ao movimento, dando mais peso ao documento enviado.

Leia também: “Câmara aprova projeto que permite compra de vacinas pelo setor privado”

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Unidos pela Vacinas lidera iniciativas para acelerar a vacinação

Já o movimento Unidos pela Vacina (UPV) também articula a compra de imunizantes excedentes, não somente dos EUA, mas também de outros países que já preveem sobras. Nos dois casos, as compras seriam realizadas pelo governo brasileiro para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os empresários e executivos trabalham somente na articulação.

O UPV, criado há dois meses pelo Grupo Mulheres do Brasil, liderado por Luiza Trajano,  presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, não comenta se as negociações com outras nações estão acontecendo e ressalta que atua de forma muito próxima ao governo brasileiro para ajudar “em tudo o que for necessário”. Em outra frente, o movimento encabeça ações em vários Estados brasileiros para tornar viável uma parceria público-privada para acelerar a vacinação.

Primeiro, mapeiam-se as necessidades na cadeia de imunização de cada localidade, desde isopores e computadores a enfermeiros, e a rede busca doações de empresas para suprir essas demandas. O processo traz agilidade a doações formalizadas por meio de ofício ao poder público, noticiou o jornal O Globo. É também possível “apadrinhar” (ou, como o movimento prefere, “amadrinhar”, por se tratar de uma iniciativa do Grupo Mulheres do Brasil) Estados, como fizeram a Natura, com o Pará, e a BRK Ambiental, com o Tocantins. Os parceiros também podem atuar em ações específicas, como a Positivo, que doou mil computadores em sete Estados, para que as quinze secretarias municipais de saúde que os receberam possam registrar dados da vacinação e transmiti-los.

Leia também: “Alesp aprova projeto de lei que autoriza compra de vacinas pelo governo de SP e por empresas”

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