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Prefeitura do Rio homologa licitação com empresa citada na Carbono Oculto

Contrato prevê a Rede Sol como fornecedora alternativa para o BRT; a distribuidora é investigada por suposta ligação com o PCC

Distribuidora ligada ao PCC mantém contratos com o governo federal
Rede Sol teria sido adquirida pelo fundo Mabruk II, investigado por financiar operações do PCC no setor de combustíveis; a distribuidora nega | Foto: Divulgação/Rede Sol

A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou o resultado da licitação para o fornecimento de diesel S10 destinado aos ônibus do BRT. Entre as empresas habilitadas está a Rede Sol, distribuidora mencionada na Operação Carbono Oculto, que apura a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

O contrato, firmado pela Mobi-Rio, pode chegar a R$ 343,7 milhões. A principal vencedora foi a Vibra Energia, que ofereceu desconto de 13,5% sobre o valor médio semanal do diesel divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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A Rede Sol ficou responsável pelo chamado item “redundante”, modalidade de fornecimento alternativo, com desconto de 11,5%. As informações são do portal SBT News.

Na prática, a Vibra será a fornecedora prioritária. A Rede Sol poderá ser acionada em situações excepcionais, como problemas de abastecimento ou aumento inesperado da demanda. Esse modelo é comum em contratos de grande porte para evitar interrupções no serviço.

Empresa é citada em investigação sobre o PCC

A Rede Sol foi mencionada na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de sonegação bilionária de tributos e possível infiltração do PCC no mercado de combustíveis.

Até o momento, não há condenações judiciais. As apurações seguem nas esferas administrativa e criminal.

Auto Posto Bixiga Ltda., um dos investigados na operação contra o PCC
Auto Posto Bixiga Ltda., um dos investigados na operação contra o PCC | Foto: Reprodução/Google Maps

Em fevereiro, a Vibra informou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que rescindiu unilateralmente um contrato de armazenagem com a Rede Sol. Segundo a companhia, a decisão considerou riscos reputacionais após a divulgação das investigações.

O resultado também representou a derrota da Flagler Combustíveis, ligada ao Grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). A empresa mantém contrato de R$ 44 milhões com a Mobi-Rio até janeiro de 2026 e tentava renovar o fornecimento.

O Grupo Refit acumula autuações fiscais e foi alvo de operações policiais em 2025 por suspeitas de crimes tributários, acusações que contesta na Justiça.

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