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Brasil

Em SP, professores do ensino básico anunciam greve

Em 2020, quase 50 milhões de alunos ficaram entregues à própria sorte — 80% deles matriculados em escolas públicas

greve professores
Foto: Divulgação/Sinpro-SP

Caso as aulas presenciais não sejam suspensas, docentes de colégios particulares entrarão em greve na quinta-feira 11. A decisão foi tomada na semana passada depois de assembleia no Sindicato dos Professores de São Paulo. As negociações com o poder público iniciam-se hoje e uma pauta de reivindicações será apresentada. Entre outros pontos, a categoria condiciona a reabertura dos colégios à testagem de toda a comunidade escolar. Além disso, exige o fornecimento de máscaras N95/Pff2 e a divulgação imediata, pelas instituições de ensino, dos casos de contaminação.

Quarentena escolar

Um levantamento realizado pela Unesco e divulgado em 24 de janeiro mostrou que, enquanto a maioria dos países fechou suas escolas por pouco mais de 20 semanas, no Brasil as crianças e adolescentes ficaram longe das salas de aula pelo dobro do tempo: 40 semanas. Nesse recorde, o país só se equipara à Argentina, Chile, Moçambique e Etiópia. De acordo com o estudo, 800 milhões de estudantes no mundo foram afetados e as escolas passaram dois terços do ano letivo fechadas.

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No Brasil, quase 50 milhões de estudantes ficaram entregues à própria sorte — particularmente os 80% matriculados em escolas públicas. Destes, cerca de 25% não têm acesso à internet. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, o Ibope, realizada em agosto mostrou que, em domicílios com renda per capita de até meio salário mínimo, um quarto dos estudantes não teve sequer acesso à educação remota.

No mês de outubro, conforme a Pnad Covid19 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 6 milhões de alunos de 6 a 29 anos, da educação básica ao ensino superior, não tiveram acesso a atividades escolares. Na educação básica, “inexistência de aulas” e “dificuldade com o acesso remoto” foram as principais causas da evasão escolar. No ano da pandemia, cerca de 4 milhões de jovens abandonaram os estudos, segundo uma pesquisa encomendada pelo banco digital C6 Bank.

Leia também: “O novo totalitarismo”, reportagem publicada na Edição 50 da Revista Oeste

6 comentários
  1. Alessandro melo
    Alessandro melo

    Os professores estavam xingando por estavam trabalhando muito online , agora vão fazer greve por que vão trabalhar fisicamente. Kkkkkkk

  2. Arlete Pacheco
    Arlete Pacheco

    Já que perguntar não ofende, pergunta-se: Em um país onde existem mais de mil e quinhentos sindicatos pode-se esperar o quê deles??? Alegam ter sido decisão de Assembleia! Quantos associados compareceram??? Alegam que também professores de escolas particulares aderiram???? Será???? Se é verídico, então não precisam do emprego e não podem reclamar se forem demitidos!!!

  3. Davilson Gomes Miranda Jr
    Davilson Gomes Miranda Jr

    Eu duvido todos os professores da rede particular aderirem esta greve, eles sabem que podem ser demitidos.

  4. Luiz Alberto Rodrigues
    Luiz Alberto Rodrigues

    Corte os salários e vejam como voltam rapidinho

  5. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Nada mais nada menos do que um dos braços de tumulto social da esquerda.
    Os sindicatos e seus sindicalizados espontaneamente não passam de indivíduos fracos, medíocres e contra qualquer desenvolvimento.
    Seus interesses são escusos e apenas em relação à eles próprios!

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