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Em 24h, Brasil registra 3,4 mil focos de incêndio

Dados do Inpe apontam o Cerrado como a região mais atingida por seca e queimadas; agosto é o pior mês dos últimos 14 anos

Foto de queimada na região do Cerrado | Foto: Inpe/Divulgação
Foto de queimada na região do Cerrado | Foto: Inpe/Divulgação

O Brasil registrou 3,4 mil focos de incêndio nesta segunda-feira, 9, conforme dados consolidados pelo sistema BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A região do Cerrado é a mais atingida, com 1,7 mil ocorrências. Esse número corresponde a 52,5% do total. 

O Estado de Goiás teve o maior número de queimadas. São 574 focos registrados em 24h. Em segundo lugar aparecem Mato Grosso, com 471 focos, e Pará, com 436. Nos nove primeiros dias de setembro, o país registrou 32,3 mil focos de incêndio.

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Todos os seis biomas brasileiros registram focos de incêndio. A Amazônia teve o segundo maior número, com 1.208 focos, ou 35,7% do total.

Agosto: pior índice de focos de incêndio dos últimos 14 anos

O Brasil fechou agosto de 2024 com o pior número de queimadas dos últimos 14 anos. Foram 68,6 mil ocorrências. Essa é a quinta maior incidência da série histórica, iniciada em 1998. Em comparação ao ano passado, a alta é de 144%.

Além das queimadas, o país vive uma seca histórica. É a pior estiagem em 44 anos, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. 

Foto de queimada na região do Cerrado | Foto: Inpe/Divulgação
Mapa de focos de incêndios monitorado por satélite pelo BDQueimadas, do Inpe | Reprodução/BDQueimadas

Calor e seca antecipada agravam situação

A seca e a estiagem que afetam grande parte dos municípios são comuns no inverno brasileiro. A temporada teve início em junho e vai até o fim de setembro. Contudo, neste ano, a intensidade em que ocorrem na estação tem sido atípica. 

Nesse contexto, dois fatores ganham destaques em relação ao clima. O primeiro são as fortes ondas de calor. Desde o começo da temporada foram seis ondas. Nesse período, houve quatro ondas de frio.

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O segundo fator é a antecipação da seca. Em algumas regiões do Brasil, o fenômeno chegou antes do inverno. Na Amazônia, por exemplo, a estiagem se intensificou quase um mês antes do previsto — já no início de junho.

Leia também: “O Brasil está pegando fogo“, reportagem de Anderson Scardoelli na Edição 224 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Edesio
    Edesio

    O Brasil, além de estar de cabeça prá baixo, está literalmente pegando fogo.

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