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Brasil

Direito, medicina e psicologia: governo proíbe educação à distância em 5 cursos

Decreto assinado por Lula impõe novas regras e cria modelo semipresencial para graduações da área da saúde e de licenciaturas

Lula e Camilo Santana
Presidente Lula assinou o decreto ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira, 19, o decreto que institui a Nova Política de Educação à Distância (EaD) no país. A medida representa uma tentativa de reordenar o setor e de resgatar a credibilidade do modelo como ferramenta de ensino.

Entre as mudanças mais significativas na Nova Política de Educação à Distância estão a proibição da oferta de cursos como medicina, direito, enfermagem, odontologia e psicologia no formato totalmente a distância. Além dessas, outras graduações da área da saúde e todas as licenciaturas também ficam restritas aos formatos presencial ou semipresencial. 

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A decisão atende a pressões históricas de conselhos profissionais, educadores e entidades estudantis. A partir de agora, cursos da área da saúde e licenciaturas deverão ser ofertados exclusivamente nos formatos presencial ou semipresencial, pondo fim à lógica de formação 100% online para profissões que exigem contato direto com pessoas e competências práticas complexas.

A política define três categorias formais de oferta:

  • Presencial: com até 30% da carga horária em EaD;
  • Semipresencial: mistura aulas presenciais, atividades on-line em tempo real (síncronas mediadas) e conteúdos a distância; e
  • EaD: com maioria da carga horária a distância, mas exigindo no mínimo 20% de atividades presenciais ou síncronas mediadas, incluindo avaliações presenciais obrigatórias.

Polos de educação à distância

Com o novo decreto, os polos EaD vão ser obrigados a apresentar infraestrutura física e tecnológica compatível com os cursos ofertados. Isso inclui laboratórios, bibliotecas e ambientes de estudo presenciais, marcando um rompimento com o modelo de “polos fantasmas” ou meramente comerciais.

O texto também estabelece que cada disciplina deve contar com avaliação presencial obrigatória, com peso majoritário na nota final — uma resposta direta às suspeitas recorrentes de fraudes em avaliações online. O período de transição é de dois anos.

Outro ponto determinado no decreto é sobre a quantidade de professores. O número de docentes deve ser proporcional ao número de alunos, coibindo modelos que reduzem a mediação pedagógica aos tutores administrativos ou robôs. 

1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Muita hipocrisia com 16 anos no poder, agora que arrebentou a educação quer arrumar a casa.

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