“Você não fez nada mesmo. Nada! É para você fazer, é para você jogar. Não quer ganhar essa merda desse jogo?”
A fala acima foi disparada por Fernando Diniz, técnico do Vasco da Gama, logo depois de sua equipe sofrer o gol de empate na partida em que o Mirassol acabou vencendo o cruzmaltino por 2 a 1, no interior paulista, pela primeira rodada do Brasileirão 2026.
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E as palavras, assim, friamente transcritas, sem entonação, até podem não parecer nada demais.
Mas, da forma grosseira como Diniz gritou com seus atletas (especialmente com Nuno Moreira e Rojas, além de cobrar publicamente a participação de Philippe Coutinho), a cena rapidamente viralizou nas redes sociais.
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Muita gente vai dizer que esse episódio só ganhou tamanha repercussão por causa do famoso “mimimi” da atual geração. E, sinceramente, não dá para dizer que isso seja totalmente mentira.
Diniz vítima de “mimimi”?
Afinal, quantos esporros históricos técnicos consagrados não deram em seus jogadores ao longo da carreira?
Imagina, por exemplo, nos anos 1990, como devia ser entrar no vestiário no intervalo de uma partida, perdendo e jogando mal, tendo como técnico Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari ou Mário Sérgio.
E a gente também imagina, sem muito esforço, como deve ser o discurso do sempre inflamado Abel Ferreira com seus jogadores nos intervalos de jogos do Palmeiras.
A diferença é que, nesses casos, sempre soubemos que isso acontecia porque a boleirada de ontem e de hoje conta em entrevistas para a gente o que acontece (e acontecia) dentro do vestiário.
O problema de Fernando Diniz é outro. Ele faz isso de maneira escancarada, na frente das câmeras, para milhões de pessoas. Já havia feito no São Paulo, no famoso episódio do “mascaradinho”, com Tchê Tchê.
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E agora repetiu a dose com Nuno Moreira e Rojas, em plena estreia do Campeonato Brasileiro. Aí o vídeo viraliza e o jogador alvo da bronca do treinador acaba ficando completamente exposto (e, muitas vezes, desmoralizado) diante da própria torcida.
Repercussão além dos atletas
Pare para pensar um segundo: como será que fica a família do atleta, em casa, assistindo a esse tipo de cena pela televisão? Esse tipo de situação, quase sempre, desgasta o treinador com o seu grupo.
Quando um técnico começa a desagradar o próprio elenco, a gente sabe muito bem como essa história costuma terminar no futebol brasileiro. Fernando Diniz é, sim, um treinador de nível europeu. Acredito nisso de verdade mesmo.
Mas precisa, com urgência, aprender a dosar a sua fúria com os próprios comandados, principalmente quando a conversa está sendo exibida ao vivo para o país inteiro.
Há uma frase do filósofo Mário Sérgio Cortella de que eu gosto muito e que cairia como uma luva para Diniz refletir sobre esse tipo de episódio: “Elogie em público e corrija em particular. Um sábio orienta sem ofender e ensina sem humilhar.”
Se Diniz usar essa máxima como mantra daqui para frente, aposto que terá ainda mais sucesso em uma carreira que já é, sem dúvida, muito boa.
Leia também: “O império de Neymar”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 279 da Revista Oeste








































Vindo estas palavras do Milton até respeito, por outro lado se fosse de um Juca Kfouri…. De qualquer forma as palavras o formato é horrível mas o conteúdo está corretíssimo, esses caras ganham bem para ficarem pintando o cabelo e fazer tatuagem no rego. Se eu fosse também fazer mimimi, diria que a coisa mais tosca aqui foi ler a palavra esporro, risos.
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