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DF: número de mortes por dengue em 2024 é superior ao dos últimos 2 anos somados

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) registrou 23 mortes pela doença neste ano, contra 9 em 2023 e 13 em 2022

O Ministério da Saúde estima que o número de casos de dengue no país possa chegar a até 5 milhões em 2024 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O DF registrou 67 mil casos prováveis de dengue | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

No Distrito Federal (DF), o número de mortes mortes por dengue em 2024 superou a marca dos últimos dois anos, somados, de acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). De 1º de janeiro a 15 de fevereiro de 2024, houve 23 mortes pela doença. Em 2023, nove pessoas morreram pelo mesmo motivo. Já em 2022 foram 13 mortes.

Das 23 vítimas deste ano, 13 são homens e dez são mulheres. A maior incidência ocorre entre pessoas com 80 anos ou mais, grupo que teve cinco mortes confirmadas (21,7% do total).

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Além disso, o DF registrou 67 mil casos prováveis de dengue. Em relação ao mesmo período de 2023, as notificações aumentaram mil por cento.

As mortes causadas pela dengue (clique nas imagens para visualizá-las em tamanho real)

mortes dengue 2024 | Em segundo lugar no ranking das regiões administrativas com mais notificações de dengue, está Taguatinga, com 3,7 mil casos prováveis | Foto: Reprodução/Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Em segundo lugar no ranking das regiões administrativas com mais notificações de dengue, está Taguatinga, com 3,7 mil casos prováveis | Foto: Reprodução/Secretaria de Saúde do Distrito Federal
mortes dengue 2024 - Em 2024, a Ceilândia liderou a lista, com 12,9 mil casos prováveis da doença | Foto: Reprodução/Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Em 2024, a Ceilândia liderou a lista, com 12,9 mil casos prováveis da doença | Foto: Reprodução/Secretaria de Saúde do Distrito Federal

As regiões de Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol, Brazlândia e Samambaia concentram o maior número de casos prováveis de dengue no Distrito Federal, conforme dados da Secretaria de Saúde.

Em 2024, Ceilândia liderou a lista, com 12,9 mil casos prováveis da doença. Em segundo lugar no ranking com mais notificações de dengue está Taguatinga, com 3,7 mil casos prováveis.

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O território do DF se organiza em sete Regiões de Saúde: Região de Saúde Central, Região de Saúde Centro-Sul, Região de Saúde Leste, Região de Saúde Norte, Região de Saúde Oeste, Região de Saúde Sudoeste e Região de Saúde Sul.

A Região de Saúde Oeste apresentou o maior número de casos prováveis (19,9 mil), seguida da Região Sudoeste (9,5 mil), da Região Sul (4,5 mil), da Região Centro-Sul (4 mil), da Região Leste (3,5 mil), da Região Norte (3,5 mil) e da Região Central (2,5 mil).

O novo boletim epidemiológico de dengue publicado pela SES-DF, na quarta-feira 14, registrou mais 20,4 mil casos prováveis em uma semana, totalizando 67 mil desde o início do ano. Ao todo, 66 mil residem no Distrito Federal e 1,5 mil são de outras unidades da Federação, mas receberam atendimento na rede pública do DF.

Combate ao mosquito

Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos, as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti foram intensificadas. “Os dados do boletim epidemiológico ajudam a indicar as áreas onde é importante atuar de maneira intensa”, disse.

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As ações contam com o apoio do governo do DF e do Exército. Uma frota de 29 carros, equipados para a aplicação do fumacê, ajudam a pulverizar um inseticida específico para o Aedes aegypti.

O atendimento à população no DF

De acordo com o boletim, a rede de 176 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as nove tendas montadas junto a administrações regionais registraram 114 mil atendimentos de pacientes com suspeitas de dengue, entre 1º de janeiro e 13 de fevereiro.

Nas UBSs e nas tendas, realizam-se os acolhimentos de todos os pacientes e o tratamento e hidratação dos pacientes com sintomas leves. Em caso de gravidade, há o encaminhamento às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e aos hospitais.

Leia também: “A política de saúde do governo federal é uma farsa”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 201 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Isto sim é genocídio. A vacina já existe há anos, só não foi comprada a tempo.

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