Dez criminosos da cúpula do Comando Vermelho (CV), presos em Bangu 3, foram transferidos na noite da terça-feira 28 para Bangu 1, penitenciária de segurança máxima do Estado. A medida tem caráter provisório.
Segundo o governo fluminense, o grupo permanecerá em isolamento até que sejam concluídos os trâmites de transferência para presídios federais, solicitada pelo governador Cláudio Castro (PL). O objetivo é enfraquecer a estrutura do CV dentro do sistema prisional e dificultar a comunicação entre as lideranças.
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“Adotamos todas as providências preliminares para que essa transferência se dê o mais rapidamente possível”, afirmou o secretário de Políticas Penais do Ministério da Justiça, André Garcia, à CNN.
A decisão ocorre um dia depois da Operação Contenção, que deixou 119 mortos e 113 presos, segundo balanço da Polícia Civil. O número supera o massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992, quando 111 presos foram mortos.
O governador Cláudio Castro declarou que todos os mortos pertenciam à facção criminosa e que entre eles há integrantes de outros Estados. As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas.
As vítimas dos criminosos do CV

Entre as vítimas dos criminosos, estão quatro policiais — dois civis e dois militares. Nove pessoas ficaram feridas, sendo três moradores e seis agentes de segurança.
A maioria dos corpos foi retirada por moradores de uma área de mata no Complexo da Penha, na zona norte do Rio. Voluntários usaram carros emprestados para levar os cadáveres dos faccionados até a Praça São Lucas, onde foram enfileirados.
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A Polícia Civil abriu inquérito para investigar quem retirou os corpos da mata. O secretário de Segurança Pública, Felipe Curi, afirmou que há suspeita de fraude processual, já que alguns mortos estariam vestidos com roupas camufladas.
Detalhes da operação
A operação mobilizou 2,5 mil agentes, entre policiais civis e militares, com apoio do Ministério Público. Foram apreendidas 118 armas, sendo 91 fuzis, além de drogas e munições.
Entre os presos está Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, apontado como braço direito de Edgar Alves Andrade, o Doca, um dos principais líderes do CV — que segue foragido.
O Disque Denúncia oferece R$ 100 mil por informações sobre o paradeiro de Doca, o mesmo valor pago no passado por pistas de Fernandinho Beira-Mar.
Deveria ser trsnsferidos era para o ceminterio a população do bem iria agradecer eternamente ao gov. Castro.