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Depois de acidente, Anac vai iniciar 'operação assistida' com Voepass

De acordo com a agência, medida tem o objetivo de 'evitar anormalidades' nas atividades da companhia aérea

avião da voepass companhias aéreas
A companhia aérea Voepass, que operava o avião que caiu em Vinhedo (SP), foi fundada na década de 1990 em Ribeirão Preto (SP). É considerada a mais antiga em operação no país | Foto: Reprodução/Instagram

Uma semana depois do desastre aéreo envolvendo um avião da Voepass em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciou uma operação assistida para reforçar a monitorização dos serviços oferecidos pela companhia aérea.

A Anac afirmou que a medida visa “evitar anormalidades na operação” e “manter a prestação do serviço da Voepass em condições adequadas”.

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A decisão foi divulgada depois de uma reunião com a Voepass, realizada nesta sexta-feira, 16. No entanto, a Anac não especificou como será conduzido esse monitoramento mais rigoroso ou como ele difere do acompanhamento habitual.

Em nota, a Anac declarou que o gerenciamento da segurança na aviação civil é uma atividade contínua, realizada de forma constante pelos órgãos que compõem o sistema de aviação brasileiro.

“Por sua vez, os operadores aéreos, entre eles a Voepass, têm de enviar constantemente dados de desempenho de sua frota à Anac, o que inclui eventuais interrupções mecânicas, indisponibilidades de aeronave ou dificuldades em serviço”, afirmou a agência. “No atual contexto pós-acidente aéreo, e considerando aspectos de fatores humanos, a agência entende ser importante a intensificação da vigilância continuada e do monitoramento do serviço prestado pela empresa, estabelecendo parâmetros para evitar anormalidades na operação.”

Acidente com avião da Voepass está sendo investigado

Avião da Voepass que caiu em Vinhedo era do modelo ATR-72, um bimotor com sistema de hélices | Foto: Reprodução/Redes sociais

A causa do acidente ainda está sob investigação pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável por analisar acidentes aéreos.

Especialistas sugerem que a formação de gelo nas asas pode ter causado a perda de sustentação da aeronave, levando à queda.

O modelo ATR-72, utilizado no voo, é mais suscetível à formação de gelo devido à altitude de operação. No dia do acidente, a Rede de Meteorologia da Aeronáutica (Redemet) havia emitido um alerta sobre a possibilidade severa de formação de gelo.

O alerta não impede a decolagem, pois as aeronaves possuem sistemas para evitar a formação de gelo. As investigações irão verificar se o sistema da aeronave estava funcionando corretamente.

As condições climáticas no dia do acidente eram atípicas, com alta umidade e uma frente fria.

De acordo com informações do jornal Estadão, o meteorologista Humberto Barbosa, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), analisou que a aeronave enfrentou uma zona meteorológica crítica por 9 minutos, atravessando nuvens supercongeladas de até -40 graus.

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