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Delegado preso por morte de Marielle é demitido de universidade

Rivaldo Barbosa lecionava na Estácio de Sá desde 2003; ele tinha assumido a coordenação do curso de Direito havia 2 anos

Rivaldo Barbosa
Rivaldo Barbosa teve a prisão preventiva decretada neste domingo, 24, durante operação da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro |Foto: Reprodução/Rede social/Delegado Rivaldo Barbosa

Um dos três presos sob suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, do Psol, e do motorista dela, Anderson Gomes, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro delegado Rivaldo Barbosa, também atuava como coordenador do curso de Direito da Universidade Estácio de Sá. Nesta segunda-feira, 25, a instituição o desligou do quadro de docentes.

Barbosa lecionava na faculdade desde 2003 e em 2022 assumiu a coordenação-adjunta do curso.

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Em 15 de abril de 2023, Barbosa foi homenageado pela turma de formandos em Direito e publicou o vídeo da cerimônia em sua rede social, descrevendo-a como “um dia memorável”.

Em nota, a Estácio de Sá divulgou que tem sua atuação pautada por princípios de ética, correção e não violência. A instituição informou ainda que “já foram tomadas todas as medidas necessárias para sua substituição [Barbosa] e para a continuidade das aulas”.

Relembre a operação da PF

Barbosa foi preso neste domingo, 24, durante uma operação da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro.

Além do ex-chefe da Polícia Civil do Rio e agora ex-professor da Estácio de Sá, também estão em prisão preventiva o deputado federal Chiquinho Brazão (ex-União Brasil) e o seu irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão.

Leia também: “STF forma maioria para confirmar prisão de suspeitos no caso Marielle Franco”

De acordo com as investigações, Barbosa, que foi empossado como chefe da Polícia Civil carioca em 12 de março de 2018, um dia antes do assassinado de Marielle e seu motorista, teria ajudado no planejamento da execução da parlamentar.

Governo estadual quer rigor nas investigações

O governo do Estado do Rio de Janeiro, sob a gestão de Cláudio Castro (PL), anunciou que a Corregedoria vai investigar “com rigor” a conduta de Barbosa.

Além dele, outros dois membros da Polícia Civil, alvos de mandados de busca e apreensão na mesma operação, também serão investigados: o delegado Giniton Lages, que era titular da Delegacia de Homicídios à época do crime, e o comissário Marco Antônio de Barros.

As diligências da Polícia Federal neste domingo contaram com a presença de representantes da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil.

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3 comentários
  1. Marcia Cristina Silva Rueda
    Marcia Cristina Silva Rueda

    Eu só acho que a velocidade da ação está muito aquém da agilidade necessária do STF e da PF, numa situação de assassinato rolando desde 2018. Mesmo assunto é o da tentativa de assassinato de Bolsonaro. Pq a morosidade nesses 2 casos para se chegar aos mandantes ? E quando se chega aos nomes, pq para alguns casos prende-se sem provas e para esses outros não se age para prender temporariamente ? Dois pesos, duas medidas. Eis porque o nosso STF é desaprovado por 82% da nossa população.

  2. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Um socialista comunista a menos para doutrinar os estudantes de direito.

  3. Christian
    Christian

    Imaginem os alunos que tiveram aulas com ele durante estes últimos anos…
    Confiando num mandante de crime…

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