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Data-Fifa deixa recado: hexa é sonho, mas semifinal é possível

Amistosos recentes escancaram a distância para as potências e indicam onde a Seleção ainda precisa evoluir

O meia brasileiro Danilo comemora, depois de marcar um gol contra a Croácia, no Camping World Stadium - 31/3/2026 | Foto: Nathan Ray Seebeck/Reuters
O meia brasileiro Danilo comemora, depois de marcar um gol contra a Croácia, no Camping World Stadium - 31/3/2026 | Foto: Nathan Ray Seebeck/Reuters

A Data-Fifa chegou ao fim e deixou algumas conclusões bem claras para o torcedor brasileiro. A principal delas: para competir de igual para igual com as seleções de elite, o time de Carlo Ancelotti ainda precisa comer muito arroz com feijão.

Sim, no futebol tudo pode acontecer. Mas, se a gente cruzar o caminho com a França de Mbappé, com a Espanha ou com a Argentina, nossas chances de vitória giram em torno de 15%. É pouco, eu sei.

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Por outro lado, os amistosos dos últimos dias também mostraram algo animador: contra seleções do segundo escalão, como a boa Croácia, o Brasil tem condições reais de vencer. Pode até entrar como favorito. E é dessa realidade que precisamos partir.

O sonho do hexa

O hexa, em 2026, é um sonho quase impossível. Não vou mentir para vocês. Mas a equipe de Ancelotti pode muito bem beliscar uma semifinal da competição, e isso não é pouca coisa.

Simulei o caminho por aqui, e ele não está longe de ser acessível. O Brasil deverá se classificar em primeiro no seu grupo (que é complicado, mas não é nenhum bicho de sete cabeças). Na sequência, a probabilidade maior é de um confronto com a Suécia na primeira fase do mata-mata. Pelo que temos visto, é um jogo totalmente ao nosso alcance. Nas oitavas, a situação fica mais complicada: a Noruega, possivelmente a melhor seleção da sua história. Um duelo 50 a 50. Mas 50% de chance de avançar não é desprezível, não. Nas quartas, o caminho aponta para a Croácia, que enfrentamos ontem. E, pelo que vimos, dá para passar! Só na semifinal que a coisa complica de vez. Lá pode estar a Argentina. E por mais que a atual campeã do mundo esteja no “modo soneca”, ainda assim é difícil imaginar o Brasil fazendo frente.

Leia também: “É claro que a soberba precede a queda, querido Fla”

Mas olha onde podemos chegar: semifinal de Copa do Mundo. Sei que nós, pentacampeões, raramente nos contentamos com algo que não seja o título. Mas, pelas circunstâncias que atravessamos e pelo caminho que se apresenta, uma semifinal não seria derrota, não! Seria um resultado a ser bastante comemorado. Concorda?

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