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CV mantinha armas do Exército brasileiro e de países vizinhos

Megaoperação no Rio revela fuzis de uso militar, rotas internacionais e arsenal pronto para combate

A polícia do RJ apreendeu 91 fuzis fuzis durante a operação desta terça-feira, 28, no complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro | Foto: Divulgação/PMRJ
Dos 118 armamentos apreendidos na operação contra o Comando Vermelho, 91 são fuzis | Foto: Divulgação/PMRJ

Parte dos fuzis apreendidos na megaoperação no Rio de Janeiro pertence às Forças Armadas do Brasil e de países vizinhos. Segundo a Polícia Civil, entre as 91 armas localizadas nos complexos da Penha e do Alemão, dois fuzis vieram do Exército brasileiro, dois da Venezuela, um da Argentina e um do Peru.

O delegado Vinícius Domingos, responsável pela Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos da Polícia Civil do Rio de Janeiro (CFAE), confirmou a informação na quarta-feira 29.

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“A CFAE está analisando já os fuzis apreendidos na operação”, disse Domingos. “Alguns fuzis ainda estão em algumas delegacias especializadas e virão para a CFAE.”

Ao todo, a operação deixou 121 mortos — incluindo quatro policiais —, prendeu 113 criminosos e apreendeu mais de uma tonelada de drogas.

Dos 118 armamentos apreendidos, 91 são fuzis. A maioria deles do modelo FAL, com calibres 5.56 e 7.62, típicos de uso militar. Muitos vinham equipados com lunetas e miras holográficas, o que amplia o alcance e a precisão dos disparos. A Polícia Civil estima que o arsenal soma cerca de R$ 5,4 milhões.

As rotas ilegais passam, principalmente, pela fronteira com o Paraguai e pela região amazônica. Em muitos casos, os traficantes transportam as armas desmontadas e completam o equipamento com peças compradas pela internet de forma legal.

A Polícia Civil afirma que a maioria dos fuzis é de fabricação internacional, mas cerca de 90% são falsificados. Ainda assim, o poder de fogo continua alto.

Armas apreendidas descartam envolvimento de CACs

Segundo Domingos, o material recolhido não veio de colecionadores, atiradores desportivos ou caçadores (CACs) registrados no Brasil.

“Quase nenhuma dessas armas aqui é proveniente do CAC no Brasil”, afirmou. “São provenientes da fronteira com a Amazônia, principalmente armas que são de outras Forças Armadas e também entram no nosso Estado por rota terrestre, a maioria delas do Paraguai.”

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A ação reuniu 2,5 mil agentes e contou com apoio aéreo, drones e blindados. O objetivo era desmontar a base do Comando Vermelho (CV), principal facção do tráfico no Rio.

Segundo as autoridades, a operação teve como foco lideranças do grupo e rotas logísticas do crime organizado. O armamento recolhido reforça a preocupação com o avanço do tráfico internacional e o nível de militarização das quadrilhas.

2 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

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