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Cracolândia se espalha pelo centro de São Paulo

Dependentes químicos deixaram a Praça Princesa Isabel depois de operação policial que prendeu chefes do tráfico

Trecho da Avenida Rio Branco - 04/07/2022 | Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste

Quem passa em frente à Praça Princesa Isabel, no centro da cidade de São Paulo, se surpreende com a limpeza, a ausência de moradores de rua e barracas. O local abrigou a cracolândia por quase quatro meses, depois de os viciados deixarem as imediações da Estação Júlio Prestes, perto dali, a mando do tráfico.

Contudo, basta andar poucos metros para ver que os viciados tomaram conta dos quase 2 quilômetros da Avenida Rio Branco, uma das principais vias da capital. Diariamente, é comum ver sacolas voando com a passagem de carros, um amontoado de gente dormindo no meio-fio da avenida e nas calçadas, além de restos de marmita no chão, que exalam um forte odor.

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cracolândia
Fotomontagem/Revista Oeste

Pablo Ferreira, 32 anos, mora na Rua dos Gusmões, paralela à Rio Branco. Comerciante, ele tem uma loja de eletrônicos a dois quarteirões de casa. Sua rotina era a da maioria das pessoas: acordar cedo e ir trabalhar. O dia a dia, porém, mudou drasticamente após a mais recente mudança da cracolândia, cujos tentáculos chegaram às portas de Ferreira. Os viciados também estão em trechos do quadrilátero composto das ruas Osório, Santa Ifigênia e Andradas.

Hoje, para vender seus produtos, Ferreira tem de manter as portas semiabertas. Quando os viciados estão agitados, não consegue nem abrir a loja. “Eles entram no estabelecimento e furtam”, disse. “Se chamamos a polícia, sofremos represália.” Segundo Ferreira, os moradores vivem com medo. Por isso, passou a buscar o filho e a mulher na Estação Júlio Prestes, por receio de deixá-los voltar para casa sozinhos.

Ferreira disse ainda que as noites têm sido bem complicadas, devido ao som alto e às vozes das pessoas comercializando drogas a céu aberto.

Na manhã de ontem, cerca de 50 dependentes químicos invadiram uma lanchonete na Rua dos Gusmões.


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A cena se repete a pouco mais de 1 quilômetro do local. No sentido da Avenida Paulista, viciados e demais moradores de rua se amontoam embaixo dos 3,5 quilômetros do Minhocão, antigo Elevado Presidente Costa e Silva, em uma “minicracolândia”. Em alguns momentos do dia, é comum o trânsito ficar congestionado, devido à locomoção de drogados.

Ao jornal Folha de S.Paulo, a Secretaria de Segurança Pública informou que, em uma reunião com representantes da prefeitura e de moradores da Santa Cecília, ficou acertado que a PM intensificará o policiamento na região.

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que “está atenta às movimentações no território, que estão muito dinâmicas, e está trabalhando para reduzir ao máximo o incômodo aos vizinhos e ao comércio”, além de comunicar que a Guarda Civil Metropolitana “patrulha ostensivamente a área”.

Até o momento, nada foi feito.

Leia também: “Apocalipse zumbi”, reportagem publicada na Edição 107 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Forest Grampo
    Forest Grampo

    A esmagadora maioria desse pessoal nem é de São Paulo.

    Pagamos o preço por sermos um estado eficiente e rico.

  2. Mario DP
    Mario DP

    Quem lucra com o estado deplorável de saúde dessa gente?
    Quem obtém voto sob o pretexto de ‘cuidar’?
    Quem impede a efetiva resolução de tais problemas?
    É sempre uma sigla que surge na cabeça…

  3. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Já falei e volto a repetir….TEM DE INTERNA COMPULSÓRIAMENTE e os vereadores tem de acabar/cassar as leis municipais que incentivam essa bandidagem de nóias…
    A PM NÃO PODE FAZER NADA!!
    Tem delegados que ficam irritados quando levam um nóia para a delegacia…a a patrulha que levou tem de ficar horas esperando a boa vontade do escrivão…DESISTIRAM DE COMBATER NÓIAS.
    è mais fácil e divertido para a PM e GCM ficarem atrás de moleques e suas parangas…adoram falarem merdas, fazer gracejos violentos (como dar tapa e chute desnecessários) com os moleques …que COMPRAM suas drogas com dinheiro do trabalhos deles de entrega, call center ou puxadores de loja. A PM só foca nesses.
    O traficante MESMO, o VAPOR….aaahhh eles conhecem e ignoram.
    TEM DE ABOLIR AS LEIS QUE FAZEM DO BRASIL O PARAISO DOS NÓIAS!
    MP-SP ..investiguem a riqueza da Soninha Francine e do Padre Julio.

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