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Coronavírus — Brasil

O que se sabe até o momento sobre a Coronavac

Vacina da chinesa Sinovac foi comprada pelo governo do Estado de São Paulo, que deve produzi-la no Instituto Butantan.

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Coronavac: no Brasil, apenas São Paulo comprou | Foto: Governo do Estado de São Paulo

Vacina da chinesa Sinovac foi comprada pelo governo do Estado de São Paulo, que deve produzi-la no Instituto Butantan

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Coronavac: no Brasil, apenas São Paulo comprou
Foto: Governo do Estado de São Paulo

Em 30 de setembro, o governador de São Paulo, João Doria, assinou contrato com a farmacêutica chinesa Sinovac para comprar doses da vacina em desenvolvimento pela empresa Coronavac. Confira abaixo algumas informações sobre o polêmico produto.

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  • Apesar de ter uma população de 1,4 bilhão de habitantes, a Sinovac testou seu imunizante em apenas 50 mil pessoas no país. Ou seja, menos de 0,0036% das pessoas do país receberam as doses por lá.
  • A Coronavac também está sendo testada na Indonésia e na Turquia.
  • O Brasil foi escolhido, de acordo com o CEO da empresa, Yin Weidong, pelo grande número de casos de coronavírus no país.
  • Por aqui, 13 mil voluntários receberam, até o momento, pelo menos a primeira dose do imunizante (que precisa de duas para proteger). Doze centros de estudo participam dos testes de terceira fase do estudo clínico (quando se avalia a eficácia e a segurança do material), seis deles no Estado de São Paulo.
  • Os testes foram iniciados em julho e os primeiros resultados saíram no dia 15 de outubro.
  • Em 18 de outubro, o governo paulista divulgou que a Coronavac era segura, mas que dados sobre a eficácia ainda demorariam a ser divulgados. Isso porque, muitos voluntários ainda não haviam recebido a segunda dose da vacina para que essa fase fosse avaliada corretamente. Fora isso, era preciso que ao menos 61 pessoas do estudo se contaminassem com a covid-19, o que não aconteceu.
  • O imunizante não causou nenhum efeito colateral grave até agora em nenhum voluntário (ou isso não foi divulgado, visto que os resultados divulgados sobre o tema até agora vieram da China).
  • Das 50 mil pessoas testadas no país asiático, 5,3% tiveram alguma reação. 3,08% tiveram dor no local da aplicação; 1,53% apresentou fadiga e 0,21% teve febre alta. Outros sintomas relatados foram falta de apetite e dor de cabeça.
  •  O valor do contrato assinado pelo governo paulista por 46 milhões de doses e a transferência da tecnologia para a produção da Coronavac pelo Instituto Butantan foi de US$ 90 milhões, ou R$ 501,7 milhões.
  • Para acelerar o processo de registro da vacina na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o governo de São Paulo já mandou documentos para a reguladora federal. Assim que os testes de terceira fase terminarem e for possível comprovar a segurança e eficácia do imunizante, será possível completar o registro. Só então será possível ao governo paulista pensar na dinâmica da vacinação.
  • Ainda em 8 de outubro, o Ministério da Saúde havia concordado em conceder R$ 92 milhões ao Instituto Butantan para obras de ampliação, caso a Coronavac se mostrasse eficaz na última fase dos testes clínicos. Isso seria necessário para que o laboratório da instituição fosse capaz de produzir a quantidade necessária da vacina para a população do Estado.
  • Contudo, há muitas controvérsias médicas envolvendo a vacina, como expõe o toxicologista Anthony Wong.

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