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Coronavírus — Brasil

O coronavírus e a manipulação dos números

Enquanto alguns jornais destacaram que o número de mortes por coronavírus na Espanha cresceu, outros optaram por registrar que a quantidade diária de novos casos confirmados diminuiu

Enquanto alguns jornais destacaram que o número de mortes por coronavírus na Espanha cresceu, outros optaram por registrar que a quantidade diária de novos casos confirmados diminuiu

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Nesta segunda-feira, os brasileiros que decidiram ler notícias sobre a epidemia de coronavírus no mundo se depararam com duas informações aparentemente contraditórias. Em alguns veículos de comunicação, o destaque era uma boa notícia: nas últimas 24 horas, “a Espanha registrou o menor número diário de novos casos confirmados de covid-19 em três semanas” (4.167 contaminados). Em outros, uma péssima informação: “nas últimas 24 horas, a Espanha voltou a registrar alta no número de mortos diários pela covid-19” (619 óbitos).

O primeiro grupo aproveitou para dizer que mais de 60 mil pacientes já se recuperaram e que o país europeu se prepara para afrouxar a quarentena a partir desta segunda-feira, quando será permitido que trabalhadores da indústria e da construção civil retomem as atividades. O segundo, ressaltou que a taxa de mortalidade pelo coronavírus na Espanha é de 10,2% e que mais de 109 mil pessoas já morreram pela infecção no mundo.

Como escreveu J.R. Guzzo, colunista da revista OESTE, “nada mais fácil para governos e para a mídia, controlada ou aliada a eles, do que jogar um número, ou quantos números quiserem, em cima da população – e tentar fazer as pessoas acreditarem, por causa da montanha de algarismos acenados diante de seus olhos, exatamente naquilo que governos e mídia querem que elas acreditem”.

Mais do que a gravidade ou não do vírus, as discussões sobre qual medicamento funciona ou se é melhor a quarentena vertical ou horizontal, o que esta epidemia está deixando cada dia mais evidente é a capacidade de manipulação dos dados para passar a informação que determinado grupo defende.

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4 comentários
  1. Adalberto Franco Netto Telles
    Adalberto Franco Netto Telles

    Acho que a taxa de 10,2% é de letalidade e não de mortalidade.

  2. Jussara Miranda Soares Ferreira
    Jussara Miranda Soares Ferreira

    Eu assistindo um filme de animação virtual chamado,Resident Evil: Vendetta de 2017,baseado nos jogos de Resident Evil.
    Ai a personagem Rebecca pergunta a o personagem Chris,não e melhor vc usar uma mascara? Mas eu não devo ficar de quarentena?
    Surreal,para quem conhece a historia do jogo,sabe do que se trata!

  3. Marcelo Hort
    Marcelo Hort

    Realmente está se fazendo isso discaradamente. Sujeitam-se a todos os tipos de apelos. Vão ser passar vergonha. O que esperam não vai concretizar-se.

    1. Maria Cristina Gonçalves
      Maria Cristina Gonçalves

      Além da forma como os números são apresentados, com o destaque mórbido p/ o aumento de mortes (os apresentadores de jornais quase salivam qdo anunciam mais mortes), o FATO é q sequer sabemos se tais mortes foram mesmo decorrentes do coronavírus. Já houve denúncias de vários casos reais em q o motivo da morte não tinha nada a ver c/ o coronavírus, mas esse foi o q apareceu no atestado de óbito forjado e os parentes não puderam sequer fazer um velório. É mais uma agressão contra os indivíduos.
      A guerra contra o coronavírus está em segundo plano, porque a guerra verdadeira, muito mais sangrenta, é a política.

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