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Coronavírus — Brasil

Manaus volta a ter média de enterros de antes da pandemia e fecha hospital de campanha

De acordo com o último boletim epidemiológico, dos 23 mil contaminados na capital do Amazonas, mais de 20 mil estavam curados ou passavam por tratamento domiciliar

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Manaus foi a primeira cidade a fechar hospital de campanha no Brasil | Foto: TV em Tempo Online/Wikimedia Commons

De acordo com o último boletim epidemiológico, dos 23 mil contaminados na capital do Amazonas, mais de 20 mil estavam curados ou passavam por tratamento domiciliar

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Manaus foi a primeira cidade a fechar hospital de campanha no Brasil | Foto: TV em Tempo Online/Wikimedia Commons

Depois de enterrar 167 pessoas num único dia, Manaus voltou a registrar o mesmo número de sepultamentos diários de antes da pandemia de coronavírus: aproximadamente 30 mortos.

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O auge da epidemia que assolou a capital amazonense foi em 26 de abril. No último domingo, 14, 24 enterros foram realizados na cidade, o que fez a média mensal ficar em 37 sepultamentos por dia.

Em 25 de maio, Manaus atingiu o ápice da contaminação: 4.412 novos infectados em uma semana. A partir daí, o ritmo de contágio diminuiu constantemente até atingir menos de 2 mil casos em 7 dias, contados na última semana epidemiológica, que terminou em 8 de junho.

Desde então, a capital do Amazonas retomou as atividades econômicas e, nesta segunda-feira, 15, a prefeitura anunciou o fechamento do hospital de campanha que funcionou por dois meses e curou mais de 570 pessoas.

A unidade contava com 180 leitos ativos, dos quais apenas 46 estavam ocupados no domingo, 14. Os pacientes internados seguirão com o tratamento dentro do hospital até receberem alta, mas não serão aceitos novos doentes.

“O hospital de campanha cumpriu a sua missão”, declarou Arthur Virgílio Neto (PSDB), prefeito de Manaus. “Construímos às pressas para socorrer o governo do Estado e transformamos uma escola em hospital em tempo recorde, mas está na hora de fechar”.

De acordo com o último boletim epidemiológico, dos 23 mil contaminados na cidade, mais de 20 mil estão curados ou passam por tratamento domiciliar, 616 continuam internados e 1.614 morreram. Em todo o Estado, são 56,5 mil infectados. Mais de 80% deles já venceram a doença.

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