publicidade
Coronavírus — Brasil

CoronaVac: ‘Eficácia não é comparável com nenhuma outra vacina’, diz presidente do Butantan

O imunizante se mostrou eficaz diante dos parâmetros da Anvisa, que exige um mínimo de 50%

coronavac
Foto: Saulo Angelo/Estadão Conteúdo

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, falou ontem, quarta-feira 13, sobre a eficácia global da CoronaVac, que atingiu 50,38%. Ele ressaltou que a vacina desenvolvida pelo Butantan em parceria com a chinesa Sinovac foi a única testada exclusivamente em profissionais da saúde e, portanto, os resultados não podem ser comparados com os de outros imunizantes.

Em coletiva de imprensa do governo paulista, Covas destacou que os testes foram feitos em um grupo muito mais exposto ao vírus do que a população geral.

Receba nossas atualizações

“Essa eficácia não é comparável com nenhuma outra vacina. Extrapolar esses dados para a população brasileira não é correto. Para eles serem extrapolados, nós teríamos que admitir que todos os brasileiros trabalhassem na área da saúde”, afirmou o presidente do Instituto Butantan.

“Essa eficácia é obtida na situação mais dramática de testes de uma vacina. Na população será muito superior à eficácia geral, será assemelhada ao que foi feito na Turquia ou na Indonésia”, continuou. Nos dois países citados, os índices foram mais altos: a Indonésia aprovou o uso emergencial com 65,3% e a Turquia apresentou 91% de eficácia em estudos preliminares.

A CoronaVac se mostrou eficaz diante dos parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que exige um mínimo de 50%, e aguarda aprovação para o uso emergencial.

Leia também: “CoronaVac: Doria será convidado pela Câmara para prestar esclarecimentos”

Com informações do Uol

Leia mais sobre:

15 comentários
  1. Fabricio
    Fabricio

    A argumentação é muito ruim. Se os dois grupos (placebo e vacinado) são de profissionais de saúde a eficácia (%) seria a mesma do que em grupos fora da saúde. O que não pode é comparar grupos diferentes. Um grupo muito exposto e o outro não.

  2. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Para dizer que a vachina é boa o governo de São Paulo resolveu chamar os responsáveis pelos resultados de incompetentes e idiotas.

  3. SERGIO JOBIM DUTRA
    SERGIO JOBIM DUTRA

    Na verdade, se analisarmos os dados da pesquisa, a eficácia da vachina é de 49%, não de 50,38%. Parece que ninguém está se dando conta disso. A vachina não preenche os requisitos mínimos para ser aprovada pela Anvisa.

  4. Ricardo G. Filho
    Ricardo G. Filho

    Mandem esse diretor para a cadeia por crime contra a saúde pública. Ou ao menos demitam o mesmo por pura incompetência ao querer explicar o inexplicável.

  5. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Seus escrotos desta revista de merda. Cancelem logo minha assinatura dessa porcaria e não fiquem com essa molecagem de censurar os meus comentários, seus escrotos!

  6. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Instituto Butantã está se transformando em mais uma organização criminosa do governo de S.Paulo. Especialistas dizem que a eficiência é ainda menor que os 50,38% publicados.

  7. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Alguns especialistas refizeram os cálculos com a pouca amostragem que apresentaram e o resultado foi de algo em torno de 48% e que chegaram a esse número de 50,38%, através de manipulação dos números. Esse Instituto Butantan é uma entidade criminosa.

  8. Maria Emília Rezende
    Maria Emília Rezende

    Com um diretor assim, a reputação do Butantan vai para o ralo. Deviam ter partido de um plano de amostragem realista com a população brasileira. Falha no estudo. Erros muito primários… Até agora não vi nenhuma analise estatística mostrando o quanto estes resultados são confiáveis…

  9. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Para tentar justificar o fiasco da vacina Tabajara, os dorianas e seus associados petralhas estão mandando a ciência e a lógica para o espaço!
    Quanto mais explicam, mais se complicam. Viraram piada. Como diz o Augusto Nunes citando Stanislaw Ponte Preta: Já adentraram o perigoso terreno da galhofa.

  10. Ricardo
    Ricardo

    agora pagamos revista oeste para virar panfleto do UOL. que ciencia é essa? porque não publicam em revistas médicas internacionais como todas as outras vacinas fizeram? aí citam absurdos feitos na turquia e indonésia que terstaram em poucas pessoas? matéria panfletária criminosa da revista oeste

  11. PAULO CAVALLIERI
    PAULO CAVALLIERI

    Bom se isso é verdade então, nem é necessário vacina, afinal mesmo com placebo só houve 7 casos graves e nenhuma morte! Coitado do Butantã, com este tipo de profissional gerenciando.

  12. Ricardo
    Ricardo

    Pergunta: Se testaram somente os profissionais de saúde, que estão mais expostos a doença, a vachina não deveria apresentar um resultado melhor? Testar em pessoas que não tem tanto contato, como vamos saber se ela tem eficácia?

    1. Amorim
      Amorim

      Acrescento que no artigo inicial publicado pelo Butatan, disponível em:
      https://repositorio.butantan.gov.br/handle/butantan/3282
      eles esperavam contar com 13060 voluntários (profissionais de saúde). Conseguiram menos do que isso.
      Pois bem, dos 9242 voluntários, apenas 252 foram infectados, correspondendo 2,7 % do total de voluntários.

      Numa visita ao portal de repositórios do Butatan até esse momento, ainda não publicaram o artigo científico com os resultados divulgados.
      Link: https://repositorio.butantan.gov.br/handle/butantan/2393

      Por fim, a reportagem afirma que a vacina é desenvolvida pelo “Butantan em parceria com a Sinovac”. Só que no artigo científico os autores são claros em afirmar que “The vaccine was manufactured by Sinovac Life Sciences (Beijing, China)”

  13. Paulo Azambuja
    Paulo Azambuja

    Argumentação sem pé nem cabeça, nem ciência. Ele não tem nenhuma informação sobre a eficácia da Coronavac na população em geral, simplesmente porque esse estudo não aconteceu. A eficácia pode ser maior, pode ser menor ou igual. Mas sabemos que o grupo de estudo se limitou a voluntários com até 60 anos de idade. Como a vacina se comportará nos idosos? Em geral, os idosos e portadores de comorbidades tem o sistema imunológico debilitado. A vacina provocará a mesma reação imune? Ou podemos pensar que a eficácia nesse grupo será ainda menor?

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade