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Brasil

Contra o marco temporal, indígenas bloqueiam rodovias

Protestos ocorrem na manhã desta quarta-feira

Indígenas bloquearam a Rodovia BR-116 no Paraná | Foto: Reprodução/Twitter

Para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a rejeitar a tese de que a Constituição Federal é o marco temporal para a demarcação de terras, indígenas fazem protestos na manhã desta quarta-feira, 7, no Distrito Federal e em pelo menos dois Estados — Paraná e Minas Gerais. O julgamento está pautado para a tarde desta quarta-feira.

Em Minas Gerais, manifestantes bloqueiam a Rodovia Fernão Dias, em São Joaquim de Bicas, na Grande Belo Horizonte. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os manifestantes são da aldeia Katurãma.

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Em boletim divulgado às 10h30, a PRF informou que o trecho permanecia interditado, sem previsão de liberação, e que o congestionamento chegava a 18 quilômetros.

No Paraná, indígenas interditaram a BR-116, em São José dos Pinhais, no sentido São Paulo, por cerca de duas horas. Segundo a PRF, a interdição formou mais de 12 quilômetros de congestionamento, mas o tráfego já foi liberado.

Em Brasília, um grupo de indígenas está acampado desde a segunda-feira 5 na Esplanada dos Ministérios. O policiamento na Praça dos Três Poderes terá reforço em razão de mobilizações que envolvem manifestantes contrários ou favoráveis ao marco temporal, informou a Secretaria de Segurança do DF.

O julgamento do marco temporal no STF

STF - processo sobre descriminalização de drogas
Julgamento está marcado para a tarde desta quarta-feira, 7 de junho | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O julgamento do marco temporal estava parado no STF desde 2021. Há uma semana, a Câmara aprovou o Projeto de Lei 490/2007, que estabelece a data da promulgação da Constituição Federal como marco temporal. Com isso, terras não ocupadas por indígenas na data de promulgação, em 5 de outubro de 1988, não podem ser demarcadas. Nesse caso, se houvesse entendimento de que pertenceram, no passado, a indígenas, poderiam ser desapropriadas pela União, o que implica a indenização dos atuais proprietários.

A Frente Parlamentar da Agricultura e entidades ligadas ao agronegócio compartilham essa tese. O PL 490 foi aprovado e, agora, deve ser levado à votação no Senado, mas ainda não há data definida.

No STF, a votação está empatada em 1 a 1, com votos em sentido oposto do relator, Edson Fachin, e do ministro Nunes Marques.

6 comentários
  1. Louis
    Louis

    Indígenas coisa nenhuma, isso aí são os black blocks, sempre os mesmos.

  2. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Vamos voltar pra Portugal, pedir desculpa pelo estrago e, devolver o Brasil para os índios, qdo tidos morrerem de fome voltamos.

  3. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Vamos lá supremo tribunal da farra

  4. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Vamos prender essa turma, de índio não tem
    Nada

  5. Paulo
    Paulo

    Fachin é alucinado pelo MST, os olhos dele até brilham quando fala sobre o MST.

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