A decisão do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de antecipar feriados e estender o horário do rodízio de veículos para tentar conter a disseminação do coronavírus na capital, foi tema de debate do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 18. Participaram do programa Ana Paula Henkel, Guilherme Fiuza e Augusto Nunes, colunistas da Revista Oeste.
Para Ana Paula, “a sensação é que estamos vivendo aquele ‘dia da marmota'”. “Estamos há um ano revisando dados que nunca aparecem. Continuamos numa pandemia de uma nota só”, afirmou a comentarista. “Vários estudos já comprovando que os lockdowns não funcionam, que não adianta fechar. É necessário que a gente continue falando o óbvio: onde está a ciência por trás do lockdown?”, questionou.
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Fiuza, por sua vez, lembrou de outras medidas inócuas determinadas pelo prefeito de São Paulo anteriormente. “Ele [Covas] tentou rodízio de automóveis, não consegue disciplinar ocupação de transporte público. Fez um lockdown de fim de semana, todas tentativas desvairadas e sem nenhuma base empírica”, analisa.
“O governador [João Doria] tinha ido para Miami, e ele [Covas] foi para o Maracanã assistir a um jogo de futebol entre Palmeiras e Santos na final da Libertadores”, recordou Fiuza. “A situação é dificílima, dramática, não é fácil ser um tomador de decisão na hora. Em vez desse malabarismo que é quase espetaculoso, o prefeito de uma cidade desse tamanho tinha que estar investindo nessa disciplina.”
Augusto Nunes criticou a “falta de imaginação” dos governantes brasileiros. “Bruno Covas está transferindo o problema de São Paulo para que os prefeitos do litoral resolvam. Se você recorresse à educação, ao esclarecimento, você poderia evitar aglomeração em quaisquer lugares. Como eles não têm liderança, isso acontece”, lamentou.
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