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Conselho decide por reajuste de R$ 241 milhões no auxílio-moradia de juízes e desembargadores

Ministério Público junto do Tribunal de Contas da União pediu a suspensão do pagamento e propôs uma investigação

Conselho decide por reajuste de R$ 241 milhões no auxílio-moradia de juízes e desembargadores
Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que solicitou a correção monetária | Foro: Divulgação/Freepic

O Conselho da Justiça Federal (CJF) aprovou na última segunda-feira, 9, um reajuste de R$ 241 milhões no auxílio-moradia pago a juízes e desembargadores. A relatora do caso, ministra Maria Thereza Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), estimou o custo do benefício, mas os cálculos oficiais ainda não foram divulgados. A medida beneficia 995 magistrados, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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A decisão do CJF atendeu a um pedido da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que solicitou a correção monetária da Parcela Autônoma de Equivalência (PAE) com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Magistrados receberam o auxílio-moradia entre 1994 e 2002. A Ajufe se baseou em uma decisão de 2022 do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu o IPCA como índice para correção de débitos trabalhistas.

Disputa interna no CJF sobre o reajuste para juízes

A análise do caso pelo CJF começou em outubro do ano passado, mas foi suspensa depois de um pedido de vista do conselheiro Guilherme Calmon, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que discordou da relatora.

A medida beneficia 995 magistrados | Foto: Shutterstock

Durante o julgamento, Maria Thereza se posicionou contra o pedido da Ajufe, afirmando que o pedido era improcedente.

“É difícil compreender como um passivo trabalhista que já foi pago e repago inúmeras vezes, gerando centenas de milhares de reais a cada magistrado beneficiário, pode, mais de 20 anos depois, admitir mais uma revisão de cálculo”, argumentou.

Reação da Ajufe e MP-TCU

Depois da decisão, a Ajufe declarou em nota que o reajuste não deve ser visto como um privilégio aos magistrados. A associação diz que ele “deve ser aplicado a qualquer cidadão que tenha direito ao reconhecimento judicial de correções monetárias devidas pelo Poder Público”.

Na quarta-feira 11, o subprocurador-geral do Ministério Público junto do Tribunal de Contas da União (MPTCU), Lucas Furtado, pediu a suspensão do pagamento do reajuste e propôs uma investigação da decisão do CJF.

“Em meu entendimento, o que fica patente é a festa com o chapéu alheio”, argumentou no documento.

Ministros do TCU vão analisar a representação de Furtado e decidir se acolhem os pedidos do subprocurador.

Leia também: “Justiça autoriza pagamento de R$ 145 mil em retroativos por ano a juízes federais

5 comentários
  1. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    Pelo menos ainda temos sub procuradores averso a este tipo de beness e se posiciona de forma contrária.Vamos a julgamento.

  2. Nerivaldo Carvalho dos Santos
    Nerivaldo Carvalho dos Santos

    E Impressionante como a favor deles , eles aprovam Rapidinho ,no Brasil quanto menos trabalha mais ganha e o pior é pra uma justiça nada confiavel

  3. David S
    David S

    O deboche com o dinheiro público, é escandaloso.
    O contribuinte, que pague e fique de boca fechada, senão será acusado de extremista….

  4. Esmeralda kiefer
    Esmeralda kiefer

    Nós, idiotas contribuintes somos obrigados a pagar as contas fantásticas do Varzil.

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