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Brasil

Como o fenômeno El Niño pode afetar a atual safra brasileira?

Oferta de água possibilitada pelo fenômeno tende a beneficiar as culturas de grãos, como a soja e o milho

Agricultura
A colheita de agora foi plantada em 2022 | Foto: Reprodução/Redes sociais

As semanais iniciais da próxima safra agrícola 2023/2024 terá influência da fase quente do El Niño Oscilação Sul (ENOS). Devido à sensibilidade da agricultura às variações climáticas, os especialistas chamam atenção para o modo como o El Niño pode alterar as condições climáticas — o que pode impactar a produção agrícola do país.

É comum observar o aumento da disponibilidade hídrica na região centro-sul do Brasil durante a passagem do El Niño. Esse aumento na oferta de água tende a beneficiar as culturas de grãos, como a soja e o milho. Porém, o excesso de chuva no Sul pode aumentar a severidade de algumas doenças que afetam as plantas.

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Perda significativa da produtividade do solo

Em algumas áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que não recebe influência da umidade do El Niño, a redução dos níveis de água no solo pode provocar perdas consideráveis de produtividade. O que também pode acontecer na região central do Brasil.

Os meteorologistas ressaltam também que nem toda manifestação desse fenômeno climático produz impactos típicos. Isso porque variações significativas podem ser observadas. As variações dependem da configuração e intensidade específicas de cada fenômeno El Niño. Os fatores locais e regionais também impactam a percepção do clima.

chuva rio grande do sul - chuva plástico
O excesso de chuva no Sul pode aumentar a severidade de algumas doenças que afetam as plantas | Foto: Fernando Dias/Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação

El Niño Oscilação Sul (ENOS)

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o fenômeno climático é caracterizado pela interação entre a atmosfera e o oceano Pacífico Equatorial. O El Niño tem duas fases: a fase quente, que está associada ao aquecimento anormal das águas do Pacífico; e a fase fria, a La Niña. Diversas regiões do mundo são influenciadas por ambas as fases do fenômeno, incluindo o Brasil.

Mudança drástica

O panorama climático mudou drasticamente, depois de quase três anos sob as condições do La Niña, que durou até março de 2023. O oceano Pacífico Equatorial aqueceu rapidamente nos meses subsequentes. Em junho deste ano, os meteorologistas confirmaram o início dos efeitos do El Niño.

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