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Ciclone atinge Sul do Brasil na véspera de Natal

Tempestades se concentram entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e em áreas da Região Sudeste

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Alerta para chuvas fortes e rajadas de vento no Sul do país | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os ciclones extratropicais que provocaram devastação e mortes no Sul do Brasil este ano voltam a se formar na região a partir do domingo 24, véspera de Natal. De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), fortes chuvas e ventos devem se intensificar a partir da madrugada da segunda-feira 25.

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O Inmet avisa que a formação do ciclone irá se concentrar entre o Uruguai e o sul do Rio Grande do Sul; o sistema paira sobre o Oceano Atlântico, na costa do gaúcha. Vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o órgão emitiu o alerta na última sexta-feira, 22.

Neste sábado, 23, as tempestades predominam entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e em áreas da Região Sudeste, segundo o instituto. Há também possibilidade de chuva forte e rajadas de vento acima dos 70 km/h nessas áreas.

Leia também: “Rastro de destruição do ciclone: 30 mil animais mortos e mais de mil produtores rurais afetados”

Já na segunda-feira e terça-feira, a convergência de umidade associada ao processo de formação deste sistema e os encontros de ventos (quentes e úmidos de norte e mais frios de sul) devem formar zonas de instabilidade sobre grande parte do Sul.

Para o região, a previsão é de chuvas intensas, queda de granizo e rajadas de vento entre 80 km/h e 100 km/h.  

ciclone no sul do Brasil
Pressão atmosférica e acumulado de chuva às 21h (horário de Brasília) da segunda-feira 25

Ciclone deixou mortos e desabrigados no Sul

A formação de ciclones extratropicais ocorre em áreas onde a pressão do ar está abaixo daquela presente em seu entorno. A circulação do vento alavanca a umidade a níveis mais altos da atmosfera, gerando nuvens de chuva. 

O fenômeno é mais frequente no Sul do país. Em setembro, 46 pessoas morreram e mais de 10 imóveis foram afetados em quase 80 municípios do Rio Grande do Sul.

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